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Com um crescimento de 23% em relação ao ano anterior, operações da Braskem batem recorde em 2016

Redação/Assessoria
22/02/2017 07:49
Com um crescimento de 23% em relação ao ano anterior, operações da Braskem batem recorde em 2016 Imagem: Divulgação Visualizações: 1469

A Braskem, maior petroquímica das Américas, alcançou índices elevados de produção e vendas que culminaram em um resultado recorde do EBITDA em 2016. Segundo prévia não auditada dos resultados, o EBITDA consolidado da Companhia cresceu 23% em relação ao ano anterior e registrou R$ 11,5 bilhões (US$ 3,3 bilhões, alta de 18% em dólar).

Esse resultado é explicado pelo bom desempenho operacional das plantas industriais, os níveis atuais de spreads de resinas no mercado internacional, o maior volume de exportações do Brasil, a boa performance das operações dos Estados Unidos e da Europa, o início da produção do Complexo Petroquímico do México, além da depreciação média do real de 5%.

“Os resultados de 2016 comprovaram a estratégia bem-sucedida da Braskem”, diz Fernando Musa, presidente da Companhia. “A Braskem manteve o foco na eficiência operacional em linha com seu posicionamento de buscar a diversificação de matérias-primas e a internacionalização de suas operações nas Américas.”

Com o foco direcionado na produtividade e competividade de seu parque industrial, a Braskem registrou taxa média recorde de utilização dos crackers no Brasil de 92%, alta de três pontos percentuais em relação ao ano anterior. No ano, a produção de resinas termoplásticas foi de 4,9 milhões de toneladas, 4% superior a 2015, enquanto a de petroquímicos básicos cresceu 3%, alcançando 8,5 milhões de toneladas no mesmo período.

Embora as vendas de resinas da companhia tenham recuado 1% no mercado brasileiro em 2016 para 3,4 milhões de toneladas, a estratégia da Braskem de redirecionar parte da sua produção para o exterior foi bem-sucedida. As exportações de resinas aumentaram 24% no ano e totalizaram 1,7 milhão de toneladas, também marca histórica. As vendas dos principais petroquímicos básicos tiveram alta de 5%, para 1,8 milhão de toneladas.

Nos Estados Unidos e na Europa, o índice médio de operação das sete plantas de polipropileno - cinco unidades nos EUA e duas na Alemanha - foi de 100%, dois pontos acima do ano anterior. A produção alcançou 2 milhões de toneladas, alta de 2% e recorde histórico da Companhia. Esse também foi o volume de vendas da Braskem a partir desses mercados.

A fim de atender os clientes da Europa e dos EUA, a Braskem começou a operar, no início deste ano, sua planta de polietileno de ultra-alto peso molecular em La Porte, no estado norte-americano do Texas, fruto de um investimento de US$ 40 milhões.

Com o início da produção da Braskem Idesa no México em abril de 2016, a taxa média de operação das três plantas de polietileno do Complexo Petroquímico, localizado em Nanchital, subiu para 73% no quarto trimestre de 2016, alta de 10 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, em linha com a esperada curva de crescimento da produção. Em 2016, o EBITDA da Braskem Idesa totalizou R$ 537 milhões (US$ 165 milhões), com margem EBITDA de 34%.

No fim de 2016, a Braskem assinou o Acordo Global, no qual se comprometeu a pagar R$ 3,1 bilhões em multa e indenização às autoridades a fim de encerrar as alegações da Operação Lava Jato. Em razão disso, o resultado da Companhia no quarto trimestre acabou afetado negativamente, apresentando um prejuízo de R$ 2,63 bilhões no período. No ano, o resultado da Braskem foi de R$ 768 milhões negativo, dos quais R$ 452 milhões na Controladora.

Investimentos

A Braskem planeja investir aproximadamente R$ 1,8 bilhão em 2017, dos quais a maior parcela é destinada a projetos no Brasil de manutenção, produtividade, SSMA e eficiência operacional, além do programa de investimento para o uso de gás etano como matéria prima no Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia (R$ 236 milhões).

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