Economia

CNI reduz previsão de crescimento do PIB

Relatório foi divulgado hoje pela entidade.

Ascom CNI
11/04/2014 12:41
CNI reduz previsão de crescimento do PIB Imagem: Deposit Photos Visualizações: 950

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reviu, em relação às previsões feitas em dezembro do ano passado, a maioria dos principais indicadores da economia em 2014. O relatório trimestral Informe Conjuntural, divulgado nesta sexta-feira (11), projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% este ano, contra 2,1% projetados anteriormente, e de 1,7% da indústria, em comparação à estimativa anterior de 2%. A projeção para a elevação dos investimentos foi reduzida à metade, de 5% em dezembro para 2,5%.
O longo ciclo da alta dos juros, com a adoção de "uma política de aperto monetário intensa" pelo Banco Central; a reversão de algumas desonerações tributárias, como o IPI para automóveis; a provável intensificação do custo de produção, em função, sobretudo, do encarecimento da energia elétrica (pelo déficit hídrico) e dos insumos importados (pela desvalorização cambial),  são alguns dos fatores listados pela CNI  para prever  uma atividade econômica tímida este ano. O Informe Conjuntural do primeiro trimestre destaca que o cenário de incerteza na economia reduz a confiança do empresário e, dessa forma, a disposição de investir, "variável crítica para acelerar o crescimento no curto prazo".
A CNI assinala que 2014 se iniciou com bons resultados, como o crescimento da produção industrial no primeiro bimestre, atribuído em parte ao maior número de dias úteis em fevereiro,  com o Carnaval em março, mas considera que esse ritmo não deve ser mantido no resto do ano. "O ano se iniciou com alguns resultados positivos, como o crescimento da produção industrial. No entanto, há também claros sinais de alerta na economia: a inflação mostra tendência de aceleração e o saldo comercial em 12 meses se reduz de forma acentuada", diagnostica o Informe Conjuntural. A indústria de transformação, prevê o Informe, deve crescer 1,5%, contra 1,9% registrado em 2013.
Inércia inflacionária
O estudo da CNI reviu também, entre outros indicadores, a estimativa de inflação, de 6% em dezembro para 6,4%, bem próxima do teto da meta, de 6,5%. "O acumulado de 12 meses do IPCA" (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, o índice oficial da inflação) "sustenta-se acima dos 4,5% desde setembro de 2010. Esse longo período contribui para consolidar uma inércia inflacionária e afasta a possibilidade de reenquadramento na meta no curto e médio prazo", pontua o estudo.
No setor externo, a CNI reestimou de US$ 249 bilhões para US$ 240 bilhões a perspectiva das exportações e de US$ 240 bilhões para US$ 238,5 bilhões a previsão das importações, com o que a expectativa de  superávit da balança comercial  caiu de US$ 9 bilhões em dezembro passado para US$ 1,5 bilhão. O relatório manteve, contudo, a previsão da taxa nominal de câmbio, em R$ 2,35 na média de 2014.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reviu, em relação às previsões feitas em dezembro do ano passado, a maioria dos principais indicadores da economia em 2014. O relatório trimestral Informe Conjuntural, divulgado nesta sexta-feira (11), projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% este ano, contra 2,1% projetados anteriormente, e de 1,7% da indústria, em comparação à estimativa anterior de 2%. A projeção para a elevação dos investimentos foi reduzida à metade, de 5% em dezembro para 2,5%.

O longo ciclo da alta dos juros, com a adoção de "uma política de aperto monetário intensa" pelo Banco Central; a reversão de algumas desonerações tributárias, como o IPI para automóveis; a provável intensificação do custo de produção, em função, sobretudo, do encarecimento da energia elétrica (pelo déficit hídrico) e dos insumos importados (pela desvalorização cambial),  são alguns dos fatores listados pela CNI  para prever  uma atividade econômica tímida este ano. O Informe Conjuntural do primeiro trimestre destaca que o cenário de incerteza na economia reduz a confiança do empresário e, dessa forma, a disposição de investir, "variável crítica para acelerar o crescimento no curto prazo".

A CNI assinala que 2014 se iniciou com bons resultados, como o crescimento da produção industrial no primeiro bimestre, atribuído em parte ao maior número de dias úteis em fevereiro,  com o Carnaval em março, mas considera que esse ritmo não deve ser mantido no resto do ano. "O ano se iniciou com alguns resultados positivos, como o crescimento da produção industrial. No entanto, há também claros sinais de alerta na economia: a inflação mostra tendência de aceleração e o saldo comercial em 12 meses se reduz de forma acentuada", diagnostica o Informe Conjuntural. A indústria de transformação, prevê o Informe, deve crescer 1,5%, contra 1,9% registrado em 2013.


Inércia inflacionária

O estudo da CNI reviu também, entre outros indicadores, a estimativa de inflação, de 6% em dezembro para 6,4%, bem próxima do teto da meta, de 6,5%. "O acumulado de 12 meses do IPCA" (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, o índice oficial da inflação) "sustenta-se acima dos 4,5% desde setembro de 2010. Esse longo período contribui para consolidar uma inércia inflacionária e afasta a possibilidade de reenquadramento na meta no curto e médio prazo", pontua o estudo.

No setor externo, a CNI reestimou de US$ 249 bilhões para US$ 240 bilhões a perspectiva das exportações e de US$ 240 bilhões para US$ 238,5 bilhões a previsão das importações, com o que a expectativa de superávit da balança comercial  caiu de US$ 9 bilhões em dezembro passado para US$ 1,5 bilhão. O relatório manteve, contudo, a previsão da taxa nominal de câmbio, em R$ 2,35 na média de 2014.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25