Economia

CNI apura recorde de importação

Coeficiente de importação atingiu 21,1% no trimestre.

Diário do Nordeste
16/08/2013 11:26
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A participação dos importados no consumo industrial bateu recorde de abril a junho, de acordo com a série histórica trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciada em 2007. O coeficiente de importação do segundo trimestre atingiu 21,1%, depois de apontar 21% no primeiro trimestre do ano.
O dado integra a pesquisa Coeficientes de Abertura Industrial, divulgada na manhã de ontem (15) pela confederação. O estudo aponta que a recente alta do câmbio poderá reduzir as importações nos próximos meses e favorece a recuperação da produção industrial interna.
O coeficiente de importação teve seu patamar mais baixo no primeiro trimestre de 2010, quando ficou em 15,9, aponta a série histórica da CNI. Desde então, a trajetória de alta se mantém. O estudo analisa, a partir do segundo trimestre de 2007, os valores de exportações, importações e produção industrial acumulados.
O trabalho tem parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) e considera o crescimento do coeficiente de penetração das importações em 12 setores da indústria de transformação. "A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da industrial nacional frente a seu concorrente estrangeiro", diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.
Exportação
A pesquisa da CNI aponta que, além do aumento das importações no consumo doméstico de bens industriais, caiu a participação das exportações no faturamento das empresas. O coeficiente de exportação registrou 19,2% no segundo trimestre, uma queda de 0,3 ponto porcentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Segundo a confederação, a fraca demanda externa pelos produtos brasileiros e a queda dos preços internacionais explicam a perda no coeficiente de exportação no período.
No comparativo trimestral, houve queda no coeficiente de exportação em nove setores da indústria de transformação, dentre eles: metalurgia (1,1 ponto porcentual), máquinas e equipamentos (0,9 ponto porcentual) e têxteis (0,9 ponto porcentual).
Câmbio
A CNI analisa que a fatia de produtos importados no consumo brasileiro deve parar de aumentar no segundo semestre caso o real se mantiver no patamar mais desvalorizado.
"Com o câmbio estável nesse novo patamar é possível que o coeficiente de importações nas próximas pesquisas pare de subir", disse Azevedo.
Ele ponderou, contudo, que a taxa cambial deixa o produto importado mais caro sem resolver o problema de baixa competitividade dos manufaturados nacionais em relação àqueles produzidos em outros países.

A participação dos importados no consumo industrial bateu recorde de abril a junho, de acordo com a série histórica trimestral da Confederação Nacional da Indústria (CNI) iniciada em 2007. O coeficiente de importação do segundo trimestre atingiu 21,1%, depois de apontar 21% no primeiro trimestre do ano.


O dado integra a pesquisa Coeficientes de Abertura Industrial, divulgada na manhã de ontem (15) pela confederação. O estudo aponta que a recente alta do câmbio poderá reduzir as importações nos próximos meses e favorece a recuperação da produção industrial interna.


O coeficiente de importação teve seu patamar mais baixo no primeiro trimestre de 2010, quando ficou em 15,9, aponta a série histórica da CNI. Desde então, a trajetória de alta se mantém. O estudo analisa, a partir do segundo trimestre de 2007, os valores de exportações, importações e produção industrial acumulados.


O trabalho tem parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) e considera o crescimento do coeficiente de penetração das importações em 12 setores da indústria de transformação. "A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da industrial nacional frente a seu concorrente estrangeiro", diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.



Exportação


A pesquisa da CNI aponta que, além do aumento das importações no consumo doméstico de bens industriais, caiu a participação das exportações no faturamento das empresas. O coeficiente de exportação registrou 19,2% no segundo trimestre, uma queda de 0,3 ponto porcentual em relação ao primeiro trimestre do ano. Segundo a confederação, a fraca demanda externa pelos produtos brasileiros e a queda dos preços internacionais explicam a perda no coeficiente de exportação no período.


No comparativo trimestral, houve queda no coeficiente de exportação em nove setores da indústria de transformação, dentre eles: metalurgia (1,1 ponto porcentual), máquinas e equipamentos (0,9 ponto porcentual) e têxteis (0,9 ponto porcentual).

 


Câmbio


A CNI analisa que a fatia de produtos importados no consumo brasileiro deve parar de aumentar no segundo semestre caso o real se mantiver no patamar mais desvalorizado.


"Com o câmbio estável nesse novo patamar é possível que o coeficiente de importações nas próximas pesquisas pare de subir", disse Azevedo.


Ele ponderou, contudo, que a taxa cambial deixa o produto importado mais caro sem resolver o problema de baixa competitividade dos manufaturados nacionais em relação àqueles produzidos em outros países.

 

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