Internacional

China pode fazer mais para reduzir dependência das exportações

Agência Estado
12/01/2012 15:33
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O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, afirmou que a China pode fazer mais para se afastar da dependência de um modelo econômico dependente das exportações e disse que as moedas de países emergentes precisam se valorizar mais - em uma aparente referência ao yuan. Em entrevista durante visita a Tóquio, no Japão, Geithner também afirmou que o crescimento da economia norte-americana está se acelerando e vem mostrando sinais de resistência recentemente.

"Eu acho que os líderes enxergam como de seu interesse um afastamento do modelo de crescimento intenso em exportações e em investimentos do passado", disse Geithner, referindo-se a suas reuniões com os líderes chineses no começo desta semana. "Eles podem fazer mais e mais rapidamente", acrescentou. Geithner, que se encontrou mais cedo com o ministro de Finanças japonês, Jun Azumi, disse que os dois países compartilham a visão de que grandes economias emergentes precisam tornar sua política cambial mais flexível - geralmente uma referência à China - para garantir um crescimento mais sustentável globalmente.

"Espera-se ver essas moedas refletindo a substancial pressão de alta observada nas forças econômicas fundamentais que irão levá-las a cada vez mais se valorizarem e se fortalecerem diante do dólar, do iene e do euro", declarou. A autoridade norte-americana não comentou um recente relatório do Tesouro dos EUA que criticou a intervenção do governo do Japão no câmbio nem disse se vai se opor a uma nova intervenção japonesa.

Sobre a economia dos EUA, Geithner afirmou que embora ainda exista um ambiente difícil, o crescimento começou a se acelerar no fim do ano passado. Já sobre a crise da zona do euro, ele reiterou a posição de Washington de que os países europeus precisam mostrar compromissos para formar uma união monetária viável primeiro antes que qualquer assistência seja fornecida pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "Nós temos um histórico muito bom de agir muito rapidamente para possibilitar que o FMI faça o que for preciso para ajudar seus membros, mas precisamos ter certeza de que a Europa se mova antes e dê ao mundo algo que se possa apoiar", afirmou.
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