Mercado

China deve se tornar o maior importador de petróleo

Mercado alcançará um marco no mês que vem.

Valor Econômico
13/09/2013 09:32
Visualizações: 1391

 

China deve se tornar o maior importador de petróleo
O mercado mundial de petróleo alcançará um marco no mês que vem, quando a China ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior importador mundial líquido de petróleo, se as projeções da Divisão de Informações sobre Energia, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, estiverem corretas.
A mudança chama a atenção para a mudança das relações internacionais impulsionada pelo persistente crescimento das importações de petróleo da China e pela queda vertical das compras externas do produto pelos EUA. A Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de monitoramento do mercado que assessora os países ricos, projeta que as importações americanas de petróleo do Oriente Médio vão cair de 1,9 milhão de barris/dia em 2011 para apenas 100 mil b/d em 2035.
No mesmo período, as importações chinesas do petróleo da região deverão aumentar de 2,9 milhões de b/d para 6,7 milhões de b/d, segundo as projeções.
Com um ritmo de desenvolvimento inferior às esperanças anteriores em torno do petróleo de xisto, a autossuficiência da China energética ainda está muito distante. Alguns anos atrás, as discussões sobre o crescimento acelerado da demanda da China por produtos energéticos sempre foram pautadas pela crescente competição - ou mesmo pelo potencial conflito - com os EUA para garantir acesso aos escassos volumes do produto.
Mas Carlos Pascual, o representante especial do Departamento de Estado dos EUA para questões energéticas internacionais, argumenta que é do interesse americano que a China consiga suprir suas necessidades por energia e deixe de causar a disparada dos preços do petróleo. "A capacidade da China de atender à sua própria demanda será um importante fator controlador dos preços mundiais", diz ele.
Erica Downs, do Brookings Institution de Washington, argumenta que a demanda chinesa por energia pode também trazer vantagens. A China pode estar preparada para desempenhar um papel maior na salvaguarda dos fluxos mundiais de petróleo, diz ela.
Preocupações com segurança energética "podem obrigar Pequim a desempenhar um papel mais relevante na neutralização de uma ameaça ao livre fluxo de petróleo procedente do golfo Pérsico: o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã".
No entanto, a possibilidade de os Estados Unidos e outros países ficarem satisfeitos com uma frota naval chinesa estacionada no golfo são outros quinhentos, diz Michael Levi, do Conselho sobre Relações Exteriores. "Na prática, duvido que muitos formuladores americanos de políticas públicas gostarão da ideia de a China policiar as rotas marítimas regulares do Oriente Médio à Ásia", diz ele. "E tenho certeza de que o Japão não gostará." (EC)

O mercado mundial de petróleo alcançará um marco no mês que vem, quando a China ultrapassar os Estados Unidos e se tornar o maior importador mundial líquido de petróleo, se as projeções da Divisão de Informações sobre Energia, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, estiverem corretas.


A mudança chama a atenção para a mudança das relações internacionais impulsionada pelo persistente crescimento das importações de petróleo da China e pela queda vertical das compras externas do produto pelos EUA. A Agência Internacional de Energia (AIE), o órgão de monitoramento do mercado que assessora os países ricos, projeta que as importações americanas de petróleo do Oriente Médio vão cair de 1,9 milhão de barris/dia em 2011 para apenas 100 mil b/d em 2035.


No mesmo período, as importações chinesas do petróleo da região deverão aumentar de 2,9 milhões de b/d para 6,7 milhões de b/d, segundo as projeções.


Com um ritmo de desenvolvimento inferior às esperanças anteriores em torno do petróleo de xisto, a autossuficiência da China energética ainda está muito distante. Alguns anos atrás, as discussões sobre o crescimento acelerado da demanda da China por produtos energéticos sempre foram pautadas pela crescente competição - ou mesmo pelo potencial conflito - com os EUA para garantir acesso aos escassos volumes do produto.


Mas Carlos Pascual, o representante especial do Departamento de Estado dos EUA para questões energéticas internacionais, argumenta que é do interesse americano que a China consiga suprir suas necessidades por energia e deixe de causar a disparada dos preços do petróleo. "A capacidade da China de atender à sua própria demanda será um importante fator controlador dos preços mundiais", diz ele.


Erica Downs, do Brookings Institution de Washington, argumenta que a demanda chinesa por energia pode também trazer vantagens. A China pode estar preparada para desempenhar um papel maior na salvaguarda dos fluxos mundiais de petróleo, diz ela.


Preocupações com segurança energética "podem obrigar Pequim a desempenhar um papel mais relevante na neutralização de uma ameaça ao livre fluxo de petróleo procedente do golfo Pérsico: o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã".


No entanto, a possibilidade de os Estados Unidos e outros países ficarem satisfeitos com uma frota naval chinesa estacionada no golfo são outros quinhentos, diz Michael Levi, do Conselho sobre Relações Exteriores. "Na prática, duvido que muitos formuladores americanos de políticas públicas gostarão da ideia de a China policiar as rotas marítimas regulares do Oriente Médio à Ásia", diz ele. "E tenho certeza de que o Japão não gostará." 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
UDOP participa de mesa redonda no Conexão Cana 2026
13/08/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda estabili...
13/08/26
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.