Internacional
Reuters
A petrolífera estatal chinesa CNPC pode enfrentar oposição do governo do Cazaquistão ao seu plano de compra da canadense PetroKazakhstan por 4,2 bilhões de dólares. O ponto de conflito pode se estabelecer em torno da maior refinaria do país da região central da Ásia, afirmam fontes da indústria.
O governo do Cazaquistão não tem comentado sobre a venda da PetroKaz, cujas operações são concentradas no país. Enquanto isso, fontes próximas da situação afirmam que as autoridades ainda não aprovaram o acordo. O negócio é considerado como a maior tentativa de aquisição chinesa de uma empresa estrangeira.
A PetroKaz minimizou a necessidade do governo aprovar o negócio, anunciado na segunda-feira, mas fontes da indústria afirmam que a autorização estatal é fundamental.
Uma fonte do setor no Cazaquistão disse que o silêncio do governo pode ser um sinal de que as autoridades ainda precisam chegar a uma decisão sobre a venda da PetroKaz, que nem sempre teve relações harmoniosas com o país.
O governo do Cazaquistão, que passou a exercer um controle maior sobre a indústria petrolífera do país nos últimos anos, pode pedir que a CNPC adquira concessões em troca pela aprovação do acordo, dizem fontes do setor.
Um ponto importante da negociação é a refinaria Shymkent, a maior do país.
A propriedade da PetroKaz sobre a unidade é uma das principais fontes de atrito entre a companhia canadense e o governo, que pode resolver o conflito tomando o controle da refinaria.
Mas a CNPC quer manter as instalações da Shymkent sob seu domínio, dizem fontes próximas do acordo.
"A refinaria é parte integral da companhia (PetroKaz) e é uma das coisas que a tornam atraente", afirmou uma fonte próxima da situação.
Os preços do combustível no Cazaquistão são mantidos baixos por controles do governo e limitações às exportações de petróleo.
A PetroKaz argumenta que não está sujeita aos controles de preço do governo segundo os termos do contrato de privatização e por isso pode vender seus produtos a preços de mercado.
Mas a agência de combate ao monopólio do Cazaquistão não concorda com a posição da companhia e tem movido ações contra a empresa canadense em tribunais, acusando-a de práticas monopolistas.
Além do governo, outra ameaça para o acordo da PetroKaz com a CNPC pode vir da petrolífera indiana ONGC , que informou que pode fazer uma proposta maior pela empresa canadense.
Entretanto, analistas afirmam que a oferta da CNPC deve sair vencedora.
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