Economia

Câmbio alto pode não favorecer exportadores brasileiros

Presidente do BNDES acredita em ciclo duradouro de valorização do dólar.

Agência Brasil
23/08/2013 09:41
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse na quinta-feira (22) que o mundo caminha para um novo regime monetário, com um ciclo duradouro de valorização do dólar e, eventualmente, de outras moedas. Apesar de o real desvalorizado criar condições mais favoráveis para a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional a médio prazo, no curto prazo os ganhos podem se perder com a inflação.
“Certamente há um desafio de curto prazo que precisa ser ponderado, de ajudar a estabilizar e evitar pressões inflacionárias inconvenientes, derivadas de depreciação muito aguda da taxa de câmbio, que não nos interessa. É importante lembrar que às vezes um câmbio episodicamente depreciado pode parecer uma vantagem, mas depois, por conta de sequelas inflacionárias, o ganho real pode se perder na inflação. Então, é preferível ter ganhos sustentáveis de câmbio real”.
Coutinho participou do 32º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que vai até amanhã no Píer Mauá, na região portuária do Rio. De acordo com ele, o governo está trabalhando para melhorar a competitividade, mas ela não pode se basear apenas na taxa de câmbio. “Ao contrário, nós temos que criar fundamentos de médio e longo prazo que permitam atravessar períodos mais favoráveis e menos favoráveis, sem que a estratégia exportadora seja afetada de maneira significativa”.
Coutinho disse que o Brasil tem bons fundamentos e um amplo “colchão de reservas” e que é necessário ter um pouco de tranquilidade para deixar passar o momento de nervosismo para o dólar estabilizar.
“Para o exportador, nós precisamos pensar no câmbio real e temos que pensar nas sequelas de inflação, não podemos de uma maneira ilusória pensar apenas na taxa nominal, que pode ser episódica. Então, do meu ponto de vista modesto, se o câmbio nominal estabilizar em um nível um pouco mais baixo, entre R$ 2,20 e R$ 2,35, ele é mais sustentável, em termos de ganho de médio e longo prazo do que o atual”, disse.

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse na quinta-feira (22) que o mundo caminha para um novo regime monetário, com um ciclo duradouro de valorização do dólar e, eventualmente, de outras moedas. Apesar de o real desvalorizado criar condições mais favoráveis para a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional a médio prazo, no curto prazo os ganhos podem se perder com a inflação.


“Certamente há um desafio de curto prazo que precisa ser ponderado, de ajudar a estabilizar e evitar pressões inflacionárias inconvenientes, derivadas de depreciação muito aguda da taxa de câmbio, que não nos interessa. É importante lembrar que às vezes um câmbio episodicamente depreciado pode parecer uma vantagem, mas depois, por conta de sequelas inflacionárias, o ganho real pode se perder na inflação. Então, é preferível ter ganhos sustentáveis de câmbio real”.


Coutinho participou do 32º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que vai até amanhã no Píer Mauá, na região portuária do Rio. De acordo com ele, o governo está trabalhando para melhorar a competitividade, mas ela não pode se basear apenas na taxa de câmbio. “Ao contrário, nós temos que criar fundamentos de médio e longo prazo que permitam atravessar períodos mais favoráveis e menos favoráveis, sem que a estratégia exportadora seja afetada de maneira significativa”.


Coutinho disse que o Brasil tem bons fundamentos e um amplo “colchão de reservas” e que é necessário ter um pouco de tranquilidade para deixar passar o momento de nervosismo para o dólar estabilizar.


“Para o exportador, nós precisamos pensar no câmbio real e temos que pensar nas sequelas de inflação, não podemos de uma maneira ilusória pensar apenas na taxa nominal, que pode ser episódica. Então, do meu ponto de vista modesto, se o câmbio nominal estabilizar em um nível um pouco mais baixo, entre R$ 2,20 e R$ 2,35, ele é mais sustentável, em termos de ganho de médio e longo prazo do que o atual”, disse.

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