Empresas

Braskem aumenta participação em projeto mexicano

A fatia do grupo brasileiro passou de 65% para 75%.

Valor Econômico
16/01/2013 10:02
Visualizações: 688

 

Braskem aumenta participação em projeto mexicano
A Braskem, companhia controlada pelo grupo Odebrecht, aumentou sua participação acionária no projeto Etileno XXI, que prevê a construção de um complexo industrial para a produção de polietileno (PE) no México, com investimentos de US$ 3,2 bilhões. A fatia do grupo brasileiro passou de 65% para 75% e a da Idesa, petroquímica local, recuou de 35% para 25%. Essa operação já prevista em contrato foi oficializada no fim de 2012, informou a Braskem ao Valor.
Roberto Bischoff, vice-presidente responsável pela unidade de negócios da América Latina da Braskem, disse que o complexo industrial deverá entrar em operação a partir de julho de 2015 e essa alteração na participação acionária de cada empresa não muda o cronograma.
A produção estimada no consórcio formado entre Braskem e Idesa será de 1 milhão de toneladas de polietileno por ano, resina destinada à industrialização de plásticos utilizados na fabricação de garrafas, contêineres, tubos e materiais de construção, por exemplo.
O Valor apurou que a redução da fatia da Idesa nesse projeto reflete a menor robustez do grupo mexicano, que não tem o mesmo porte da Braskem e não teria condições de bancar os aportes. A Braskem não comenta essa informação.
Esse projeto é o maior investimento privado do Brasil no México. E tem um componente emblemático para o setor petroquímico global, uma vez que será a primeira fábrica construída do zero (projeto "greenfield") que terá seus preços referenciados no mercado americano com o "shale gas" (gás de xisto). A petroleira mexicana Pemex vai fornecer o gás natural. Os custos operacionais da Braskem deverão ter redução significativa porque a matéria-prima será o gás. Nos EUA, a cotação está abaixo de US$ 3 por milhão de BTU (British Thermal Unit, ou Unidade térmica Britânica) e os preços no Brasil está entre US$ 12 e US$ 15.
"O mercado do México tem um déficit comercial grande. É importador de polietileno", afirmou Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim. O país importa 65% de suas necessidades, entre US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão por ano.
No fim do ano passado, o consórcio formado pelas duas petroquímicas obteve empréstimo de US$ 3,2 bilhões, com bancos de desenvolvimento e comerciais, para financiar a construção do complexo petroquímico daquele país. Entre as instituições financeiras estão os bancos de desenvolvimento mexicanos Nafin e Bancomex t, o BNDES, bancos canadenses e italianos de financiamento a exportações, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a International Finance Corporation (IFC), um braço do Banco Mundial, além de outros dez bancos comerciais também fizeram parte da operação.

A Braskem, companhia controlada pelo grupo Odebrecht, aumentou sua participação acionária no projeto Etileno XXI, que prevê a construção de um complexo industrial para a produção de polietileno (PE) no México, com investimentos de US$ 3,2 bilhões. A fatia do grupo brasileiro passou de 65% para 75% e a da Idesa, petroquímica local, recuou de 35% para 25%. Essa operação já prevista em contrato foi oficializada no fim de 2012, informou a Braskem ao Valor.

 


Roberto Bischoff, vice-presidente responsável pela unidade de negócios da América Latina da Braskem, disse que o complexo industrial deverá entrar em operação a partir de julho de 2015 e essa alteração na participação acionária de cada empresa não muda o cronograma.

 


A produção estimada no consórcio formado entre Braskem e Idesa será de 1 milhão de toneladas de polietileno por ano, resina destinada à industrialização de plásticos utilizados na fabricação de garrafas, contêineres, tubos e materiais de construção, por exemplo.

 


O Valor apurou que a redução da fatia da Idesa nesse projeto reflete a menor robustez do grupo mexicano, que não tem o mesmo porte da Braskem e não teria condições de bancar os aportes. A Braskem não comenta essa informação.

 


Esse projeto é o maior investimento privado do Brasil no México. E tem um componente emblemático para o setor petroquímico global, uma vez que será a primeira fábrica construída do zero (projeto "greenfield") que terá seus preços referenciados no mercado americano com o "shale gas" (gás de xisto). A petroleira mexicana Pemex vai fornecer o gás natural. Os custos operacionais da Braskem deverão ter redução significativa porque a matéria-prima será o gás. Nos EUA, a cotação está abaixo de US$ 3 por milhão de BTU (British Thermal Unit, ou Unidade térmica Britânica) e os preços no Brasil está entre US$ 12 e US$ 15.

 


"O mercado do México tem um déficit comercial grande. É importador de polietileno", afirmou Otávio Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim. O país importa 65% de suas necessidades, entre US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão por ano.

 


No fim do ano passado, o consórcio formado pelas duas petroquímicas obteve empréstimo de US$ 3,2 bilhões, com bancos de desenvolvimento e comerciais, para financiar a construção do complexo petroquímico daquele país. Entre as instituições financeiras estão os bancos de desenvolvimento mexicanos Nafin e Bancomex t, o BNDES, bancos canadenses e italianos de financiamento a exportações, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a International Finance Corporation (IFC), um braço do Banco Mundial, além de outros dez bancos comerciais também fizeram parte da operação.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Biodiversidade
Maior projeto de biodiversidade marinha inicia na região...
30/03/26
Drilling
BRAVA Energia inicia campanha de perfuração em Papa-Terr...
30/03/26
Combustíveis
Etanol recua no indicador semanal e fecha a sexta-feira ...
30/03/26
Diesel
ANP aprova medidas relativas à subvenção ao óleo diesel
29/03/26
Pessoas
Ocyan anuncia seu novo diretor Jurídico e de Governança
29/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
Biocombustíveis
Acelen Renováveis e Dia Mundial da Água: cultivo da maca...
29/03/26
iBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
iBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
Bacia de Campos
Nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos
26/03/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de janeiro para...
26/03/26
IBEM26
Práticas ESG do setor de energias renováveis são destaqu...
26/03/26
IBEM26
Jerônimo Rodrigues destaca potencial da Bahia na transiç...
26/03/26
Bacia de Campos
Petrobras irá investir R$ 25,4 milhões em novos projetos...
26/03/26
IBEM26
ABPIP destaca papel dos produtores independentes na inte...
25/03/26
Workshop
Governo de Sergipe e FGV Energia debatem futuro do offsh...
25/03/26
iBEM26
Bahia Gás aposta em gás natural e biometano para impulsi...
25/03/26
iBEM26
iBEM 2026 começa em Salvador com debates sobre segurança...
25/03/26
Indústria Naval
BR Offshore lança pedra fundamental de complexo logístic...
24/03/26
Resultado
Constellation Oil Services registra EBITDA ajustado de U...
24/03/26
Bacia de Campos
Equinor inicia campanha de perfuração do projeto Raia
24/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23