Mão de Obra

Brasileiros dizem que alta rotatividade prejudica empresas e trabalhadores

Conclusão é da pesquisa feita pela CNI com 2.002 pessoas em 140 municípios. Na avaliação da indústria, a troca constante de trabalho compromete a produtividade.

Agência CNI de Notícias/Redação
04/04/2016 16:18
Visualizações: 1721

Quase metade dos brasileiros - 48% - acredita que as pessoas mudam de trabalho mais do que deveriam. Para mais de 70%, esse troca-troca prejudica as empresas, a economia e os trabalhadores, revela a pesquisa Rotatividade no Mercado de Trabalho, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mesmo assim, os próprios entrevistados reconhecem que não ficam muito tempo no mesmo emprego. De acordo com a pesquisa, três em cada dez trabalhadores atuam na mesma área por até dois anos. Apenas 24% estão na mesma área há mais de 15 anos. Entre os jovens com 16 a 24 anos, só 14% planejam seguir carreira no mesmo trabalho por mais de 15 anos.

Na avaliação da indústria, a alta rotatividade compromete a produtividade. "Os trabalhadores que permanecem mais tempo no trabalho são mais produtivos, porque têm mais incentivo e facilidades para adquirir conhecimentos e desenvolver as habilidades necessárias ao desempenho das suas atividades", diz o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

Além disso, o levantamento mostra que apenas 14% dos brasileiros tiveram ou têm um único trabalho com ou sem carteira assinada ao longo de suas vidas. Outros 30% já passaram por mais de cinco empregos e 47% tiveram mais de dois e menos de cinco empregos. Os moradores de cidades maiores tendem a mudar mais de trabalho. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o número de pessoas que passaram por mais de cinco trabalhos sobe para 30%. Nas cidades com até 20 mil habitantes, cai para 23%.

"Mesmo em tempos de crise, a oferta de trabalho é maior e mais diversificada nas cidades de grande porte. Nesses municípios, há uma concorrência maior pela mão de obra, o que facilita a troca de trabalho", explica Fonseca. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios de 18 a 21 de setembro de 2015.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
ANP
Oferta Permanente: 6º Ciclo de Concessão terá 22 setores...
06/08/26
Internacional
Tarifaço EUA, Firjan Internacional elabora cartilha de a...
06/08/26
Bacia de Campos
Projeto Raia avança com novos marcos em um dos principai...
06/08/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bi...
06/08/26
Resultado
BRAVA Energia alcança recorde histórico de receita líqui...
06/08/26
Drilling
Foresea completa 3 anos de liderança com frota contratad...
05/08/26
Oferta Permanente
ANP participa de cerimônia alusiva à assinatura de contr...
05/08/26
SOG 2026
Petrol Industrial S.A. Consolida Presença Regional e Apr...
05/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.