Etanol

Brasil poderá ter nas Filipinas um novo mercado

Setorial News
10/02/2009 03:05
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O país asiático adotou uma nova lei que exige a mistura de 5% de etanol à gasolina (E5) e 2% de biodiesel ao diesel comum


 
A nova legislação vigente nas Filipinas, que exige a mistura de 5% de etanol à gasolina (E5) e 2% de biodiesel ao diesel comum, poderá fazer do Brasil o principal fornecedor de etanol para aquele país. A afirmação é do vice-presidente do Conselho Nacional de Biocombustíveis das Filipinas, Rafael Coscol-Iuela.

 

As nova legislação, que entrou em vigor na sexta-feira (6), foi a saída encontrada pelo país para combater a escassez de combustíveis e reduzir a dependência do petróleo importado. A lei exige que as empresas distribuidoras de combustíveis, entre elas a principal empresa do setor no país, a Petron, e as unidades locais da Royal Dutch Shell e da Chevron, misturem o etanol à gasolina e o biodiesel ao diesel comum.

 

Na análise do diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, o acréscimo das Filipinas à lista crescente de países que adotaram leis favoráveis à redução da dependência de combustíveis fósseis para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa é um fato muito significativo.

 

"Uma maior demanda mundial pode favorecer as exportações brasileiras de etanol de cana-de-açúcar, comprovadamente um dos modelos de produção mais eficientes na geração de energias alternativas", afirmou.

 

Para atender à demanda deste ano, o governo filipino precisará de 184 milhões de litros de etanol. Segundo Coscol-Iuela, a maior parte desta necessidade deverá ser suprida pelo biocombustível derivado da cana-de-açúcar, produzido no Brasil.

 

Entre os países que já adotaram a mistura de etanol à gasolina estão a Colômbia (10% em volume, em 70% de seu território), Índia (5%), Tailândia (10%), China (10%, nas províncias de Guangxi, Anhui, Henan, Liaoning, Jilin, Heilongjiang, Hubei, Jiangsu, Shandong e Hebei), Taiwan (3%, a partir de 2011, embora já ofereça mistura não-obrigatória de gasolina com etanol) e Uruguai (5%, em 2014). 

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