Economia
<P>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) baixou de 13,95% para até 12% ao ano o juro final do Modermaq, programa de financiamento de máquinas e equipamentos nacionais. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Demian Fiocca. A taxa fixa para o financiamento, qu...
O Estado de S.Paulo(Adriana Chiarini)O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) baixou de 13,95% para até 12% ao ano o juro final do Modermaq, programa de financiamento de máquinas e equipamentos nacionais. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do banco, Demian Fiocca. A taxa fixa para o financiamento, que tem prazo de 5 anos, ficará entre 9,5% e 12%, dependendo da remuneração (spread) do agente financeiro que faz a intermediação.
O BNDEs está lançando também a opção de taxa variável no Modermaq, seguindo a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Atualmente, a TJLP está em 7,5% ao ano. Quem optar por essa alternativa terá de pagar ainda o spread do agente repassador (de 1% a 3,5% ao ano) e do BNDES, de 0,5%. Pela TJLP atual, a soma ficará entre 9% e 11,5% ao ano.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton de Mello, aprovou a redução de juros no Modermaq, que foi lançado em 2004 com juros de 15% ao ano. Estamos chegando a taxas civilizadas para investimento produtivo. É mais um elemento para a sobrevivência da indústria nacional de máquinas, disse.
O elogio, porém, ficou restrito à linha com taxa fixa. Segundo Mello, os compradores de máquinas e equipamentos agrícolas ficaram traumatizados com a instabilidade dos anos 80 até o Plano Real, em 1994. A taxa fixa está maior que a variável. Contudo, ainda existe na memória do investidor aquele trauma: não entro em taxa variável nunca mais, contou.
Fiocca explicou que a redução da taxa fixa foi possível porque o banco está assumindo o risco de alta da TJLP quando a taxa passar de 10% ao ano. Antes, esse risco era do Tesouro. Em troca, o BNDES repassava ao Tesouro a diferença entre a TJLP e os 10% quando a TJLP ficava abaixo desse índice, como agora.
Com o fim do acordo, o BNDES fica liberado também de cobrar pelo menos 10% ao ano pela sua parte no Modermaq sem contar o spread do agente financeiro. O limite máximo desse spread do agente também foi reduzido: ia até 3,95% e passou para 3,5%. O cenário está favorável à queda de juros e da TJLP, disse Fiocca.
Fonte: O Estado de S.Paulo(Adriana Chiarini)
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