Biocombustíveis

BNDES financiará 1ª usina de etanol celulósico

Banco tem 35 planos de negócios no programa PAISS.

Valor Econômico
19/09/2012 10:06
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a aprovar recursos para projetos de inovação em biomassa de cana-de-açúcar. Na terça-feira (18), a instituição anunciou a primeira operação aprovada e, até o fim deste ano, espera anunciar também o financiamento à primeira planta comercial de etanol celulósico do país, segundo o chefe do Departamento de Biocombustíveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti. Ao todo, a instituição tem em carteira 35 planos de negócios nesse programa (PAISS), que somam demanda por R$ 3 bilhões.
A operação que saiu na frente foi o projeto conjunto da multinacional holandesa DSM, com faturamento anual de €11 bilhões, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Juntas, vão usar a cana-de-açúcar para produzir ácido succínico, matéria-prima para diversas substâncias químicas originadas do petróleo, entre elas, o ácido adípico, usado na fabricação, por exemplo, de fibras de nylon.
Os valores a serem liberados ainda estão sendo discutidos, mas, de acordo com o diretor de Desenvolvimento de Biotecnologia para a América Latina da DSM, Frank Nadimi, devem ficar próximos de R$ 8 milhões. "Estamos avaliando, também, a construção de uma planta comercial, após o fim desse projeto, que tem o prazo máximo de 24 meses", afirma Nadimi. O recurso será liberado através do Fundo Tecnológico (BNDES Funtec).
O banco de fomento, segundo Calvalcanti, deve aprovar diversos projetos do PAISS até o fim de 2012, entre eles, a usina de etanol celulósico da GraalBio, empresa do grupo Graal - pertencente aos irmãos Bernardo e Miguel Gradin. O projeto está avaliado em R$ 300 milhões e o BNDES deve financiar em torno de R$ 210 milhões desse total, entre linhas de investimento convencional e as de inovação do banco, segundo o presidente da empresa, Bernardo Gradin.
A unidade, que será implantada em Alagoas, terá capacidade para produzir 82 milhões de litros de etanol de segunda geração por ano a partir da palha e do bagaço da cana. A empresa tem como parceiros a Beta Renewables, joint venture entre a Chemtex, braço da companhia italiana Mossi & Ghisolfi (M&G). Também a Novozymes para o fornecimento de enzimas e com a DSM, que providenciará as leveduras geneticamente modificadas para o processo de fermentação.
Criada há um ano e três meses, a GraalBio investiu com recursos próprios até agora em torno de R$ 70 milhões no projeto, segundo Gradin. Além da unidade industrial, o projeto demandará um orçamento de, pelo menos, R$ 10 milhões por ano, segundo o presidente da empresa, para a área de pesquisas e desenvolvimento.
Ontem, o gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível (PBio), João Norberto Noschang Neto, disse que a estatal está negociando com suas parceiras São Martinho e Guarani para implantar uma usina de etanol celulósico em escala comercial. Ele afirmou que até o fim deste ano será definida uma usina de cana-de-açúcar parceira que disponha da matéria-prima (bagaço). "A partir daí, iniciaremos os estudos de viabilidade técnica e econômica. A meta da estatal é estar produzindo o etanol de segunda geração até 2015", diz Neto.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começou a aprovar recursos para projetos de inovação em biomassa de cana-de-açúcar. Na terça-feira (18), a instituição anunciou a primeira operação aprovada e, até o fim deste ano, espera anunciar também o financiamento à primeira planta comercial de etanol celulósico do país, segundo o chefe do Departamento de Biocombustíveis do banco, Carlos Eduardo Cavalcanti. Ao todo, a instituição tem em carteira 35 planos de negócios nesse programa (PAISS), que somam demanda por R$ 3 bilhões.


A operação que saiu na frente foi o projeto conjunto da multinacional holandesa DSM, com faturamento anual de €11 bilhões, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Juntas, vão usar a cana-de-açúcar para produzir ácido succínico, matéria-prima para diversas substâncias químicas originadas do petróleo, entre elas, o ácido adípico, usado na fabricação, por exemplo, de fibras de nylon.


Os valores a serem liberados ainda estão sendo discutidos, mas, de acordo com o diretor de Desenvolvimento de Biotecnologia para a América Latina da DSM, Frank Nadimi, devem ficar próximos de R$ 8 milhões. "Estamos avaliando, também, a construção de uma planta comercial, após o fim desse projeto, que tem o prazo máximo de 24 meses", afirma Nadimi. O recurso será liberado através do Fundo Tecnológico (BNDES Funtec).


O banco de fomento, segundo Calvalcanti, deve aprovar diversos projetos do PAISS até o fim de 2012, entre eles, a usina de etanol celulósico da GraalBio, empresa do grupo Graal - pertencente aos irmãos Bernardo e Miguel Gradin. O projeto está avaliado em R$ 300 milhões e o BNDES deve financiar em torno de R$ 210 milhões desse total, entre linhas de investimento convencional e as de inovação do banco, segundo o presidente da empresa, Bernardo Gradin.


A unidade, que será implantada em Alagoas, terá capacidade para produzir 82 milhões de litros de etanol de segunda geração por ano a partir da palha e do bagaço da cana. A empresa tem como parceiros a Beta Renewables, joint venture entre a Chemtex, braço da companhia italiana Mossi & Ghisolfi (M&G). Também a Novozymes para o fornecimento de enzimas e com a DSM, que providenciará as leveduras geneticamente modificadas para o processo de fermentação.


Criada há um ano e três meses, a GraalBio investiu com recursos próprios até agora em torno de R$ 70 milhões no projeto, segundo Gradin. Além da unidade industrial, o projeto demandará um orçamento de, pelo menos, R$ 10 milhões por ano, segundo o presidente da empresa, para a área de pesquisas e desenvolvimento.


Ontem, o gerente de gestão tecnológica da Petrobras Biocombustível (PBio), João Norberto Noschang Neto, disse que a estatal está negociando com suas parceiras São Martinho e Guarani para implantar uma usina de etanol celulósico em escala comercial. Ele afirmou que até o fim deste ano será definida uma usina de cana-de-açúcar parceira que disponha da matéria-prima (bagaço). "A partir daí, iniciaremos os estudos de viabilidade técnica e econômica. A meta da estatal é estar produzindo o etanol de segunda geração até 2015", diz Neto.

 

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