Economia

BC: empresas brasileiras investem menos no exterior

No primeiro semestre, US$ 7,058 bilhões saíram do país e US$ 4,248 bilhões de vendas de ativos voltaram.

Agência Brasil
06/08/2012 11:06
Visualizações: 714

 

As empresas brasileiras estão investindo menos no exterior. Segundo o Banco Central (BC), no primeiro semestre deste ano, US$ 7,058 bilhões saíram do país para a compra de participação no capital de empresas no exterior, mas US$ 4,248 bilhões de vendas de ativos voltaram para o Brasil.
Com isso, o investimento brasileiro líquido (saída, descontado o retorno) em aquisição de participação de capital no exterior ficou em US$ 2,81 bilhões, no primeiro semestre deste ano, redução de 80,7% em relação a igual período do ano passado (US$ 14,597 bilhões).
No caso dos empréstimos intercompanhia (entre as empresas no Brasil e no exterior), houve mais vinda de recursos para o país do que liberação para o exterior. Nos seis meses do ano, a receita líquida, dinheiro que o país recebeu a mais do que liberou, ficou em US$ 7,822 bilhões, ante US$ 17,081 bilhões do primeiro semestre de 2011.
Os dados do BC também mostram que as receitas de lucros e dividendos do Brasil cresceram, ao passar de US$ 690 milhões, no primeiro semestre do ano passado, para US$ 4,029 bilhões, nos seis meses deste ano.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, um dos motivos para esse aumento nas receitas de lucros e dividendos é a alta do dólar, que estimula o envio de recurso para o Brasil. Além disso, segundo ele, as incertezas geradas pela crise econômica internacional fazem com que as empresas brasileiras prefiram trazer o dinheiro de volta em vez de reinvestir no exterior.
“O crescimento das economias desenvolvidas reduziu-se bastante. Assim, diminuiu também a perspectiva de negócios. No Brasil, mesmo com o desaquecimento do nível da atividade, há o consumo dinâmico das famílias e essa perspectiva continua para os próximos anos”, disse Lima.
Para o diretor do escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, Carlos Mussi, essa redução dos investimentos brasileiros no exterior é um tendência de curto prazo. “A internacionalização deve continuar e será incrementada, se a economia internacional se estabilizar dentro de um cenário mais previsível. É uma época de ajuste, de cautela diante do cenário internacional”, disse.
Na avaliação de Mussi, além de as empresas brasileiras estarem de olho no consumo interno, também estão trazendo recursos para projetos estratégicos no país, como nas áreas de mineração e petróleo. “Há necessidades maiores de investimento no país”, acrescentou.
De acordo com Lima, há uma série de vantagens para as empresa investirem no exterior, como maior proximidade dos clientes, aumento da capacidade de inovação tecnológica, acesso a mercados e a matérias-primas.
De janeiro a junho, a maior parte da saída de investimento brasileiro direto para compra de participação de capital foi para a República Dominicana, com 18,5%, seguida pela Espanha (14,1%) e pelos Estados Unidos (10,1%). O setor que mais recebeu investimentos é o de serviços (financeiros, transportes, infraestrutura, telecomunicações, entre outros), com 50,7%. A indústria ficou com 46,5% dos investimentos e a agricultura, pecuária e extrativa mineral, com 2,8%.
O estoque de investimento brasileiro no exterior chegou em junho a R$ 239,842 bilhões, sendo que, desse total, R$ 225,134 bilhões correspondem a participação no capital e US$ 14,708 bilhões, a empréstimos intercompanhia.

As empresas brasileiras estão investindo menos no exterior. Segundo o Banco Central (BC), no primeiro semestre deste ano, US$ 7,058 bilhões saíram do país para a compra de participação no capital de empresas no exterior, mas US$ 4,248 bilhões de vendas de ativos voltaram para o Brasil.


Com isso, o investimento brasileiro líquido (saída, descontado o retorno) em aquisição de participação de capital no exterior ficou em US$ 2,81 bilhões, no primeiro semestre deste ano, redução de 80,7% em relação a igual período do ano passado (US$ 14,597 bilhões).


No caso dos empréstimos intercompanhia (entre as empresas no Brasil e no exterior), houve mais vinda de recursos para o país do que liberação para o exterior. Nos seis meses do ano, a receita líquida, dinheiro que o país recebeu a mais do que liberou, ficou em US$ 7,822 bilhões, ante US$ 17,081 bilhões do primeiro semestre de 2011.


Os dados do BC também mostram que as receitas de lucros e dividendos do Brasil cresceram, ao passar de US$ 690 milhões, no primeiro semestre do ano passado, para US$ 4,029 bilhões, nos seis meses deste ano.


Para o presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), Luís Afonso Lima, um dos motivos para esse aumento nas receitas de lucros e dividendos é a alta do dólar, que estimula o envio de recurso para o Brasil. Além disso, segundo ele, as incertezas geradas pela crise econômica internacional fazem com que as empresas brasileiras prefiram trazer o dinheiro de volta em vez de reinvestir no exterior.


“O crescimento das economias desenvolvidas reduziu-se bastante. Assim, diminuiu também a perspectiva de negócios. No Brasil, mesmo com o desaquecimento do nível da atividade, há o consumo dinâmico das famílias e essa perspectiva continua para os próximos anos”, disse Lima.


Para o diretor do escritório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) no Brasil, Carlos Mussi, essa redução dos investimentos brasileiros no exterior é um tendência de curto prazo. “A internacionalização deve continuar e será incrementada, se a economia internacional se estabilizar dentro de um cenário mais previsível. É uma época de ajuste, de cautela diante do cenário internacional”, disse.


Na avaliação de Mussi, além de as empresas brasileiras estarem de olho no consumo interno, também estão trazendo recursos para projetos estratégicos no país, como nas áreas de mineração e petróleo. “Há necessidades maiores de investimento no país”, acrescentou.


De acordo com Lima, há uma série de vantagens para as empresa investirem no exterior, como maior proximidade dos clientes, aumento da capacidade de inovação tecnológica, acesso a mercados e a matérias-primas.


De janeiro a junho, a maior parte da saída de investimento brasileiro direto para compra de participação de capital foi para a República Dominicana, com 18,5%, seguida pela Espanha (14,1%) e pelos Estados Unidos (10,1%). O setor que mais recebeu investimentos é o de serviços (financeiros, transportes, infraestrutura, telecomunicações, entre outros), com 50,7%. A indústria ficou com 46,5% dos investimentos e a agricultura, pecuária e extrativa mineral, com 2,8%.


O estoque de investimento brasileiro no exterior chegou em junho a R$ 239,842 bilhões, sendo que, desse total, R$ 225,134 bilhões correspondem a participação no capital e US$ 14,708 bilhões, a empréstimos intercompanhia.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Lideranças globais apontam Brasil como polo de estabilid...
22/09/26
ROG.e 2026
Firjan marca presença na abertura da ROG.e 2026 e firma ...
22/09/26
ROG.e 2026
ABB apresenta na ROG.e 2026 portfólio integrado para ope...
22/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias que respondem aos ...
22/09/26
ROG.e 2026
Grupo Forship consolida liderança nacional em O&M (opera...
21/09/26
Brandend Content
Integridade de ativos offshore: como a integração entre ...
21/09/26
BOGE 2027
Bahia Oil & Gas Energy 2027 conecta negócios, inovação e...
21/09/26
Brandend Content
Descoberta e confiança: os dois tempos da venda industrial
21/09/26
ROG.e 2026
Confira a programação do estande do Espírito Santo na RO...
21/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e, Firjan SENAI promove a 30ª edição do programa ...
20/09/26
ROG.e 2026
Primeira edição da Energy Run reúne mais de 1 mil partic...
20/09/26
BRANDED CONTENT
ROG.e 2026 começa na próxima segunda-feira (21) com a pr...
19/09/26
ROG.e 2026
Camorim investe R$ 250 milhões em 2026 para ampliar frot...
18/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI SESI apresenta na ROG.e novas tecnologias d...
18/09/26
ROG.e 2026
Repsol Sinopec Brasil participa da ROG.e 2026 com agenda...
18/09/26
ROG.e 2026
PPSA inicia série de palestras na ROG.e com temas sobre ...
18/09/26
ROG.e 2026
ABESPetro promove fórum sobre cadeia de suprimentos de ó...
18/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 começa na próxima segunda-feira (21) com a pr...
18/09/26
ROG.e 2026
Constellation leva à ROG.e 2026 liderança operacional, i...
18/09/26
ROG.e 2026
Avanços em Wahoo e eficiência operacional integram agend...
18/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias para operações off...
18/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25