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Barcos de apoio podem até congestionar estaleiros

Fontes empresariais acreditam que as encomendas de barcos de apoio, nos próximos anos, poderão congestionar os estaleiros nacionais - inclusive os de construção anunciada, mas com obras não iniciadas, como Promar Ceará, Eisa Alagoas e dois estaleiros na Bahi

Monitor Mercantil
24/03/2010 07:00
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Fontes empresariais acreditam que as encomendas de barcos de apoio, nos próximos anos, poderão congestionar os estaleiros nacionais - inclusive os de construção anunciada, mas com obras não iniciadas, como Promar Ceará, Eisa Alagoas e dois estaleiros na Bahia. É que o volume esperado supera qualquer previsão otimista já feita.

 

 

Há dois anos, o presidente Lula anunciou, enfaticamente, a encomenda de 146 barcos de apoio, pela Petrobras. Desses, 13 já foram licitados e mais 24 estão em fase de disputa. Esses 146 não levam em conta a demanda a ser gerada pelo pré-sal - pois os estudos foram realizados antes da confirmação dessa descoberta. Pois informa-se que, em reuniões com técnicos e com empresários, o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, teria se referido à necessidade de se ter o triplo desse número, ou seja, nada menos de 438 unidades. Ao preço médio de US$ 50 milhões, atinge-se a inacreditável marca de US$ 22 bilhões em encomendas. Esse valor médio não é exagerado, pois há, em construção no Rio, um barco de apoio de US$ 170 milhões - um do tipo multipurpose, da norueguesa Norskan. De início, os barcos de apoio eram pequenas unidades, que levavam pessoal e peças. Com o tempo, passaram a ganhar peças sofisticadas e hoje chegam a custar mais caro do que navios.

 

 

A Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam) é composta por 23 empresas nacionais, muitas com capital parcial ou até totalmente estrangeiro, pois a lei dá pleno direito de operação a empresa brasileira de capital estrangeiro, desde que encomende unidades no Brasil e use marítimos locais. Em 1997, havia apenas 44 barcos brasileiros e, hoje, são 130. Como estão em operação no Brasil 250 unidades, vê-se que o mercado, embora legalmente restrito a brasileiros, ainda comporta a presença de 110 unidades estrangeiras. Não há exagero nas vultosas encomendas para os próximos anos, pois parte da frota está envelhecida e precisa substituição; havendo barco nacional, os estrangeiros seriam afastados; a projeção de 146 unidades não incluía o pré-sal e, portanto, pode-se prever, para as próximas décadas, em torno de 500 barcos de apoio - fator só limitado pela disponibilidade de vagas em estaleiros e crédito do Fundo de Marinha Mercante. Hoje há 4 mil marítimos atuando na área de offshore. Nada impede que, em algum tempo, sejam 10 mil, ou mais, pois, igualmente, a lei exige pessoal nacional para as embarcações locais e mesmo para os estrangeiros que operem no Brasil por prazo médio e longo.

 

 

Fonte: Sergio Barreto Motta / Monitor Mercantil

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