Economia

Atividade industrial no Brasil desacelera

Índice Gerente de Compras registrou valor de 51,1 em dezembro.

Valor Online
02/01/2013 15:18
Visualizações: 897

 

A indústria brasileira continuou dando sinais de retomada e seguiu em expansão em dezembro pelo quarto mês consecutivo, embora tenha desacelerado em relação ao mês anterior. A produção industrial, segundo o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês), registrou valor de 51,1 no mês passado em uma escala na qual valores acima de 50 indicam expansão. Em novembro, o indicador havia ficado em 52,2 pontos.
Para o HSBC, o resultado aponta a continuidade da expansão do setor industrial e um crescimento sólido da produção, embora de forma mais lenta. “No geral, pode-se dizer que o setor industrial encerrou 2012 num momento positivo, após ter passado a maior parte do ano em contração”, afirmou em nota André Loes, economista-chefe do banco.
A expansão na produção foi acompanhada pelo aumento nas compras e motivada pela previsão de alta na demanda. O banco destaca que, embora o avanço na compra de insumos tenha sido pequeno, foi o segundo mês em que o indicador subiu.
O volume de novos pedidos também foi ampliado, segundo os participantes da pesquisa, o que reflete a demanda mais forte. Os novos pedidos para a exportação também cresceram e as vendas ao mercado externo avançaram em dezembro pela primeira vez desde março de 2011, segundo o HSBC.
Apesar da expansão na produção, o nível de emprego registrou retração em dezembro. A queda no número de funcionários, reportada por cerca de 6% dos entrevistados pelo HSBC, reflete a não reposição de vagas de empregados que se demitiram. Para a instituição, entretanto, a contração foi moderada, uma vez que 91% dos entrevistados relataram que não houve mudanças no quadro de funcionários.
“Os índices de produção e novas encomendas permaneceram em patamar sólido, enquanto o índice de emprego ficou abaixo de 50 pelo nono mês consecutivo - mais um sinal tênue de menos aperto nas condições do mercado de trabalho industrial”, destacou Loes.
Custos
Em dezembro, os custos dos insumos pagos pela indústria brasileira subiu - comportamento que se repete desde setembro de 2009, segundo o HSBC. O ritmo da inflação desses produtos também foi o maior em dezoito meses. De acordo com o HSBC, o avanço evidenciou um encarecimento das matérias-primas. Quase 6% dos entrevistados indicaram custos mais elevados em suas unidades, citando os preços dos insumos e condições desfavoráveis da taxa de câmbio.
Os estoques de produtos finais caíram em dezembro, quando comparados a novembro, segundo o HSBC. O ritmo de redução, no entanto, foi moderado.

A indústria brasileira continuou dando sinais de retomada e seguiu em expansão em dezembro pelo quarto mês consecutivo, embora tenha desacelerado em relação ao mês anterior. A produção industrial, segundo o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês), registrou valor de 51,1 no mês passado em uma escala na qual valores acima de 50 indicam expansão. Em novembro, o indicador havia ficado em 52,2 pontos.


Para o HSBC, o resultado aponta a continuidade da expansão do setor industrial e um crescimento sólido da produção, embora de forma mais lenta. “No geral, pode-se dizer que o setor industrial encerrou 2012 num momento positivo, após ter passado a maior parte do ano em contração”, afirmou em nota André Loes, economista-chefe do banco.


A expansão na produção foi acompanhada pelo aumento nas compras e motivada pela previsão de alta na demanda. O banco destaca que, embora o avanço na compra de insumos tenha sido pequeno, foi o segundo mês em que o indicador subiu.


O volume de novos pedidos também foi ampliado, segundo os participantes da pesquisa, o que reflete a demanda mais forte. Os novos pedidos para a exportação também cresceram e as vendas ao mercado externo avançaram em dezembro pela primeira vez desde março de 2011, segundo o HSBC.


Apesar da expansão na produção, o nível de emprego registrou retração em dezembro. A queda no número de funcionários, reportada por cerca de 6% dos entrevistados pelo HSBC, reflete a não reposição de vagas de empregados que se demitiram. Para a instituição, entretanto, a contração foi moderada, uma vez que 91% dos entrevistados relataram que não houve mudanças no quadro de funcionários.


“Os índices de produção e novas encomendas permaneceram em patamar sólido, enquanto o índice de emprego ficou abaixo de 50 pelo nono mês consecutivo - mais um sinal tênue de menos aperto nas condições do mercado de trabalho industrial”, destacou Loes.



Custos


Em dezembro, os custos dos insumos pagos pela indústria brasileira subiu - comportamento que se repete desde setembro de 2009, segundo o HSBC. O ritmo da inflação desses produtos também foi o maior em dezoito meses. De acordo com o HSBC, o avanço evidenciou um encarecimento das matérias-primas. Quase 6% dos entrevistados indicaram custos mais elevados em suas unidades, citando os preços dos insumos e condições desfavoráveis da taxa de câmbio.


Os estoques de produtos finais caíram em dezembro, quando comparados a novembro, segundo o HSBC. O ritmo de redução, no entanto, foi moderado.

 

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