<P> O Governo Federal precisa urgentemente fazer investimentos na infra-estrutura portuária nacional, especialmente no Porto de Santos, o maior do país. O setor está arriscado a entrar em colapso a curto prazo. A avaliação integra um estudo elaborado pela equipe técnica da CMA-CGM, c...
Redação O Governo Federal precisa urgentemente fazer investimentos na infra-estrutura portuária nacional, especialmente no Porto de Santos, o maior do país. O setor está arriscado a entrar em colapso a curto prazo. A avaliação integra um estudo elaborado pela equipe técnica da CMA-CGM, companhia que ocupa o terceiro lugar no transporte marítimo mundial, denominado ‘‘Custos da Infra-estrutura Logística Deficitária e seus Impactos para os Usuários de Transporte de Carga no Brasil’’.
O levantamento avalia a produtividade de 14 portos do país. A situação do cais santista, por exemplo, figura como sendo uma das piores. Conforme o estudo, o complexo está saturado, com uma taxa de utilização de 80% de sua capacidade. Ainda no Sudeste, o Porto de Vitória (ES) apresenta a segunda pior situação, com uma taxa de 64% de ocupação.
Os portos do Sul, entretanto, encabeçam a lista de infra-estrutura esgotada. Pela ordem: Itajaí (SC), com 97% de utilização, São Francisco do Sul (SC), com 93% de saturação, Rio Grande (RS), com 91% de ocupação e, finalmente, Paranaguá (PR), com 59% de utilização.
O trabalho aponta para a necessidade de construção de novos berços de atracação em Santos, assim como a ampliação do porto, cujo principal projeto é Barnabé-Bagres. Atualmente, um navio espera horas para atracar no cais santista por falta de espaço.
O levantamento aponta ainda que no Porto de Itaguaí (antigo Sepetiba, no RJ) há 27% de taxa de uso. Já o do Rio de Janeiro apresenta 39% de ocupação, ou seja, no estado fluminense ainda há margem para operação.
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