Internacional

Argentina poderá sofrer falta de crédito por expropriação de petrolífera

O vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquim Almunia, alertou sobre os riscos que a decisão de Cristina Kirchner pode trazer para a economia argentina. De acordo com ele, o país latino americano não tem capacidade de poupança interna suficiente para cobrir todas as suas necessidades. E os in

Agência Brasil
18/04/2012 12:32
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O vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquim Almunia, alertou na terça-feira (17) que a Argentina poderá sofrer falta de crédito, se a expropriação da companhia petrolífera espanhola Repsol-YPF, determinada pela presidente Cristina Kirchner, não for revertida.

“Quando digo que o povo argentino vai ser prejudicado, vai sofrer as consequências, é porque a Argentina necessita atrair investidores estrangeiros, pois não tem capacidade de poupança interna suficiente para cobrir todas as suas necessidades. E os investidores estrangeiros não ajudam países que não lhes garantam segurança política e proteção de seus investimentos por um marco jurídico claro”, disse Almunia.

Ele falou aos jornalistas no intervalo de um encontro sobre competitividade internacional que ocorre no Rio e frisou o descontentamento dos europeus com a atitude do país.

“A União Europeia observa com grande preocupação o que aconteceu na Argentina. Temos entre nossas responsabilidades a proteção dos investidores europeus. Na medida em que esses interesses são afetados, a União Europeia deve reagir e garantir a segurança jurídica. No nosso entender, a Argentina quebrou as regras estabelecidas”.

O comissário europeu explicou que existe um acordo bilateral de proteção de investimentos entre a Espanha e a Argentina e pediu que isso seja respeitado. Perguntado se o fato poderia dificultar o diálogo entre Mercosul e União Europeia, Almunia respondeu que “o Mercosul é bem maior que a República Argentina”.

Almunia disse não acreditar que a expropriação da petrolífera vá prejudicar os investimentos europeus nos demais países do bloco sul-americano. “Os outros governos dos países do Mercosul não se comportam igual ao governo argentino, então não têm porque sofrerem consequências negativas”.
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