BNDES

Aprovado financiamento de R$ 7,2 bilhões para a Usina de Jirau

Um financiamento de R$ 7,2 bilhões para a construção da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi feito ontem (18) pelo diretor da Área de Infra-Estrutura do BNDES, Wagner Bittencourt.

Agência Brasil
19/02/2009 09:30
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Um financiamento de R$ 7,2 bilhões para a construção da Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi feito ontem (18) pelo diretor da Área de Infra-Estrutura do BNDES, Wagner Bittencourt.

 

Do total de recursos do BNDES aprovados para Jirau, R$ 3,635 bilhões serão repassados diretamente pelo banco e os restantes R$ 3,585 bilhões por meio da rede de agentes financeiros credenciada, como estratégia para repartição do risco.

 

Segundo Bittencourt, este é o maior financiamento para um projeto individual concedido pelo banco em sua história. Em abril de 2008, o BNDES aprovou a concessão de crédito de até R$ 7,3 bilhões para a mineradora Vale. Os recursos, porém, se referiam a vários projetos do programa de investimentos da empresa no período 2008/2012.

 

É o segundo empréstimo liberado pelo BNDES para as usinas do complexo hidrelétrico do Rio Madeira. O primeiro, no valor de R$ 6,1 bilhões, foi aprovado no final do ano passado para a Usina de Santo Antônio.

 

O diretor do BNDES destacou a importância dos dois projetos para o país. “São dois projetos fundamentais para a oferta de energia elétrica no país. São importantes para o desenvolvimento da região e para o país, em termos de disponibilidade de energia”.

 

De acordo com Bittencourt, o BNDES também teve a preocupação de que os projetos não resultassem em enclaves, ou favelização. Para isso, o a instituição vai financiar com R$ 532 milhões o investimento sócio-ambiental que será efetuado pela empresa Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pelo projeto de Jirau. O investimento total é de R$ 610,6 milhões e envolve a realização de 29 programas.

 

“É uma forma diferente de atuar, em que se está tentando evitar que os problemas aconteçam, planejando antes, articulando antes com a região, no sentido de fazer com que o projeto se implante com o menor impacto negativo possível e com o maior impacto positivo do ponto de vista de geração de emprego e renda”, afirmou.

 

Além da construção de um novo distrito (Nova Mutum), com escolas, hospital e casas, o projeto prevê a capacitação das pessoas para trabalhar em diferentes atividades econômicas, visando seu aproveitamento na etapa posterior à construção da usina, dentro do princípio da sustentabilidade.

 

A participação do BNDES no projeto de Jirau será de 68,5%. A usina terá capacidade instalada de 3,3 mil megawatts. De acordo com informação da assessoria do banco, essa energia é suficiente para abastecer mais de dez milhões de casas. O prazo para contratação do empréstimo é de até 180 dias. Parte dos recursos será liberada imediatamente após a assinatura do contrato. O prazo de amortização é de 25 anos.

 

Bittencourt afirmou que a aprovação do financiamento para Jirau não tem relação com a crise internacional. O empréstimo já estava previsto no orçamento do banco antes de setembro do ano passado, quando a crise se alastrou para o mundo. Ele Informou, ainda, que a carteira de energia do BNDES para 2009 tem grandes projetos, entre os quais o financiamento para as linhas de transmissão do Rio Madeira, estimado em cerca de R$ 8 bilhões.

 

Considerado um dos grandes projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, a Usina de Jirau vai gerar 42 mil empregos, dos quais 12 mil diretos, durante a fase de construção, prevista para até fevereiro de 2014.

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