Combustíveis

Após corte na energia, governo pode subir gasolina

Este pode ser o primeiro reajuste em quase oito anos.

Diário do Nordeste
10/09/2012 11:38
Visualizações: 670

 

A presidente Dilma Rousseff anuncia na próxima terça-feira (11) mais um pacote para estimular a economia: a conta de luz ficará mais barata em 2013, para empresas e pessoas físicas. Mas a equipe econômica do governo já estuda usar parte do "espaço" que será criado no índice de inflação, com a queda dos preços da eletricidade, para conceder o primeiro reajuste do preço da gasolina para o consumidor em quase oito anos.
A Petrobras pressiona pelo aumento do combustível. A decisão de cobrar do consumidor final um aumento no preço da gasolina tem sido postergada pelo governo, que preferiu cortar um tributo sobre o combustível para evitar que o aumento de preço na refinaria contaminasse o valor nos postos. O problema é que o espaço acabou.
Em pronunciamento de rádio e TV na véspera do 7 de Setembro, Dilma afirmou que, a partir de janeiro do ano que vem, o preço da energia elétrica ficará 16,2% mais barato para consumidores residenciais e quase um terço (28%) para a indústria, que consome mais.
Com a medida, o governo federal espera que os empresários cortem dos preços para os clientes a economia que terão na conta de luz. Dessa forma, os produtos "made in Brasil" ficam mais baratos na prateleira e, consequentemente, ajudam a reduzir a inflação do país.
Impacto na inflação
Analistas do mercado calculam que esse impacto pode variar de 0,1 a 0,5 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação usada pelo Banco Central. No ano que vem, o BC precisa entregar um IPCA de 4,5%, mas o mercado financeiro e a própria autoridade monetária imaginam um índice acima da meta. Antes do anúncio da presidente Dilma, o mercado estimava na semana passada que a inflação bateria em 5,51% no ano que vem.
A queda dos preços da energia será obtida na renovação dos contratos de concessão, que começam a vencer em 2015.
De acordo com Dilma Rousseff, a medida visa a aumentar a competitividade da indústria nacional, que terá redução nos custos e poderá oferecer produtos mais baratos e assim concorrer melhor com importados na preferência do brasileiro. O Brasil possui uma das contas de luz mais caras do mundo e nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o preço da energia subiu 1,5%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Alta em junho
No fim de junho, o governo autorizou a Petrobras a aumentar o preço da gasolina em 7,4%, mas essa elevação não chegou ao consumidor porque o governo levou a zero a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), blindando os preços pagos pelo consumidor.

A presidente Dilma Rousseff anuncia na próxima terça-feira (11) mais um pacote para estimular a economia: a conta de luz ficará mais barata em 2013, para empresas e pessoas físicas. Mas a equipe econômica do governo já estuda usar parte do "espaço" que será criado no índice de inflação, com a queda dos preços da eletricidade, para conceder o primeiro reajuste do preço da gasolina para o consumidor em quase oito anos.


A Petrobras pressiona pelo aumento do combustível. A decisão de cobrar do consumidor final um aumento no preço da gasolina tem sido postergada pelo governo, que preferiu cortar um tributo sobre o combustível para evitar que o aumento de preço na refinaria contaminasse o valor nos postos. O problema é que o espaço acabou.


Em pronunciamento de rádio e TV na véspera do 7 de Setembro, Dilma afirmou que, a partir de janeiro do ano que vem, o preço da energia elétrica ficará 16,2% mais barato para consumidores residenciais e quase um terço (28%) para a indústria, que consome mais.


Com a medida, o governo federal espera que os empresários cortem dos preços para os clientes a economia que terão na conta de luz. Dessa forma, os produtos "made in Brasil" ficam mais baratos na prateleira e, consequentemente, ajudam a reduzir a inflação do país.

 

Impacto na inflação


Analistas do mercado calculam que esse impacto pode variar de 0,1 a 0,5 ponto porcentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação usada pelo Banco Central. No ano que vem, o BC precisa entregar um IPCA de 4,5%, mas o mercado financeiro e a própria autoridade monetária imaginam um índice acima da meta. Antes do anúncio da presidente Dilma, o mercado estimava na semana passada que a inflação bateria em 5,51% no ano que vem.


A queda dos preços da energia será obtida na renovação dos contratos de concessão, que começam a vencer em 2015.


De acordo com Dilma Rousseff, a medida visa a aumentar a competitividade da indústria nacional, que terá redução nos custos e poderá oferecer produtos mais baratos e assim concorrer melhor com importados na preferência do brasileiro. O Brasil possui uma das contas de luz mais caras do mundo e nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o preço da energia subiu 1,5%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Alta em junho


No fim de junho, o governo autorizou a Petrobras a aumentar o preço da gasolina em 7,4%, mas essa elevação não chegou ao consumidor porque o governo levou a zero a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), blindando os preços pagos pelo consumidor.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Economia
Firjan defende fortalecimento da credibilidade fiscal pa...
03/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23