Royalties

Anpei critica queda dos vetos presidenciais

Destinação dos royalties do petróleo deve ser discutida.

Redação / Agência
11/03/2013 16:06
Anpei critica queda dos vetos presidenciais Imagem: P-19. Agência Petrobras Visualizações: 1300

 

A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) criticou a derrubada dos vetos presidenciais à lei 12.734/2012, que redistribui os royalties da exploração do petróleo entre estados e municípios brasileiros e define que os recursos sejam direcionados para 13 áreas de aplicação. Deputados federais e senadores derrubaram os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei em sessão no Congresso realizada nessa quarta-feira, 6 de março. “Infelizmente, não houve discussões sobre a questão fundamental, que é a destinação dos royalties do petróleo para apoiar as bases sobre as quais é construído o futuro do país, que são a educação, a ciência, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e a inovação”, apontou Naldo Dantas, secretário executivo da Anpei.
O governo defende que os recursos dos royalties sejam aplicados integralmente em educação, daí a presidente Dilma Rousseff ter vetado, entre outros, o artigo da lei 12.734 que direciona os recursos para 13 finalidades diferentes, sem estabelecer percentuais ou algum tipo de critério de divisão, entre elas: educação, infraestrutura social e econômica, saúde, segurança, programas de erradicação da miséria e da pobreza, cultura, esporte, pesquisa, ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, em programas voltados para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e para o tratamento e reinserção social dos dependentes químicos.
“Passada a discussão sobre a partilha dos recursos entre os estados e municípios, é preciso reabrir o debate sobre as áreas de aplicação e as consequências sobre o futuro do país”, afirmou Dantas. Um dos impactos imediatos da derrubada dos vetos presidenciais será no fundo setorial do petróleo, o CT-Petro, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Trata-se da maior arrecadação entre os fundos setoriais existentes, que por sua vez compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), hoje principal fonte de recursos para financiar a ciência e a inovação no Brasil. Em 2012, segundo dados do MCTI, a arrecadação prevista para o CT-Petro era de R$ 1,4 bilhão, frente a uma arrecadação prevista para todos os fundos setoriais de R$ 4,2 bilhões.
“A Anpei não discute o mérito da partilha entre os estados e municípios. Para a Associação, o aspecto relevante é o impacto adverso que a derrubada dos vetos trará para o financiamento à educação, à ciência e à capacidade da nossa sociedade conceber, produzir e exportar produtos, serviços e processos nacionais densos em tecnologia e inovação”, esclareceu Dantas. A Anpei está particularmente preocupada com a dispersão dos recursos em várias áreas, conforme a lei aprovada pelo Senado e pela Câmara Federal. “Vamos explorar um recurso que é finito, o petróleo, e perder uma oportunidade única de construir um legado transformador e permanente para as novas gerações de brasileiros. Precisamos investir no futuro do país, colocando o Brasil como protagonista da economia do conhecimento”, continua. “Para alcançar este protagonismo, precisamos de ações e investimentos de longo prazo, contínuos e consistentes, na educação do cidadão brasileiro e no desenvolvimento de inovações tecnológicas”, finaliza.

A Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) criticou a derrubada dos vetos presidenciais à lei 12.734/2012, que redistribui os royalties da exploração do petróleo entre estados e municípios brasileiros e define que os recursos sejam direcionados para 13 áreas de aplicação. Deputados federais e senadores derrubaram os vetos da presidente Dilma Rousseff à lei em sessão no Congresso realizada nessa quarta-feira, 6 de março. “Infelizmente, não houve discussões sobre a questão fundamental, que é a destinação dos royalties do petróleo para apoiar as bases sobre as quais é construído o futuro do país, que são a educação, a ciência, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico e a inovação”, apontou Naldo Dantas, secretário executivo da Anpei.


O governo defende que os recursos dos royalties sejam aplicados integralmente em educação, daí a presidente Dilma Rousseff ter vetado, entre outros, o artigo da lei 12.734 que direciona os recursos para 13 finalidades diferentes, sem estabelecer percentuais ou algum tipo de critério de divisão, entre elas: educação, infraestrutura social e econômica, saúde, segurança, programas de erradicação da miséria e da pobreza, cultura, esporte, pesquisa, ciência e tecnologia, defesa civil, meio ambiente, em programas voltados para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas, e para o tratamento e reinserção social dos dependentes químicos.


“Passada a discussão sobre a partilha dos recursos entre os estados e municípios, é preciso reabrir o debate sobre as áreas de aplicação e as consequências sobre o futuro do país”, afirmou Dantas. Um dos impactos imediatos da derrubada dos vetos presidenciais será no fundo setorial do petróleo, o CT-Petro, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Trata-se da maior arrecadação entre os fundos setoriais existentes, que por sua vez compõem o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), hoje principal fonte de recursos para financiar a ciência e a inovação no Brasil. Em 2012, segundo dados do MCTI, a arrecadação prevista para o CT-Petro era de R$ 1,4 bilhão, frente a uma arrecadação prevista para todos os fundos setoriais de R$ 4,2 bilhões.


“A Anpei não discute o mérito da partilha entre os estados e municípios. Para a Associação, o aspecto relevante é o impacto adverso que a derrubada dos vetos trará para o financiamento à educação, à ciência e à capacidade da nossa sociedade conceber, produzir e exportar produtos, serviços e processos nacionais densos em tecnologia e inovação”, esclareceu Dantas. A Anpei está particularmente preocupada com a dispersão dos recursos em várias áreas, conforme a lei aprovada pelo Senado e pela Câmara Federal. “Vamos explorar um recurso que é finito, o petróleo, e perder uma oportunidade única de construir um legado transformador e permanente para as novas gerações de brasileiros. Precisamos investir no futuro do país, colocando o Brasil como protagonista da economia do conhecimento”, continua. “Para alcançar este protagonismo, precisamos de ações e investimentos de longo prazo, contínuos e consistentes, na educação do cidadão brasileiro e no desenvolvimento de inovações tecnológicas”, finaliza.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
Gás Natural
Gas Release pode atrair novos supridores e criar competi...
11/03/26
Resultado
PRIO registra receita de US$ 2,5 bilhões em 2025 com exp...
11/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23