Pesquisa

Alpha Crucis é inaugurado em Santos

<p>Com 64 metros de comprimento por 11 metros de largura, o navio tem capacidade para levar 20 pesquisadores - al&eacute;m de cerca de 20 tripulantes - e pode deslocar 972 toneladas. Com a miss&atilde;o de ajudar em pesquisas e trabalhos com temas gerais, como&nbsp;pesca,&nbsp;petr&oacute;leo ou me

Redação/ Agência
31/05/2012 08:38
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O navio oceanográfico Alpha Crucis foi inaugurado na quarta-feira (30), em cerimônia realizada no porto de Santos (SP). A embarcação, adquirida pela Fapesp para o Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP), substituirá o Professor W. Besnard.

O antigo navio foi utilizado entre 1967 e 2008, quando sofreu um incêndio e ficou sem condições operacionais de pesquisa, limitando drasticamente os estudos oceanográficos no Estado de São Paulo. A aquisição da embarcação faz parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa submetido à Fapesp pelo IO-USP, no âmbito do Programa Equipamentos Multiusuários (EMU).

A cerimônia contou com a presença do governador Geraldo Alckmin, do presidente da Fapesp, Celso Lafer, do vice-presidente Moacyr Krieger, do diretor científico, Carlos Henrique de Brito Cruz, do diretor administrativo da Fundação, Joaquim José de Camargo Engler, e do diretor do IO-USP, Michel Michaelovitch de Mahiques.

Lafer destacou que o navio, cuja manutenção e gestão serão de responsabilidade do IO-USP, poderá ser utilizado por cientistas de outras instituições, dentro das diretrizes do programa EMU. A expectativa é que o navio proporcione um grande salto qualitativo na pesquisa oceanográfica do país.

“Este é um grande dia para a oceanografia brasileira. O navio permitirá que o IO-USP dê continuidade à sua missão, enquanto toda a comunidade científica e toda a sociedade paulista serão beneficiadas por esse importante desdobramento do Programa Equipamentos Multiusuários da Fapesp”, disse Lafer.

Segundo Mahiques, a USP agora possui o navio oceanográfico mais moderno do Brasil, que, além de impulsionar a pesquisa oceanográfica propriamente dita, deverá incrementar grandes programas de pesquisa.

“Este é o passo mais importante da ciência oceanográfica no país desde 1967, quando o Professor Besnard foi adquirido. Agora temos um navio muito mais moderno, que permitirá pesquisas mais avançadas e com maior duração. O Alpha Crucis terá papel fundamental na formação de graduandos e pós-graduandos e produzirá conhecimento que poderá ser aplicado em políticas públicas, beneficiando toda a sociedade”, disse Mahiques.

Originalmente, o navio pertencia à Universidade do Havaí e tinha o nome Moana Wave. Depois da aquisição, a embarcação passou por reformas e modificações durante dez meses, em Seattle, nos Estados Unidos.


A embarcação

Com 64 metros de comprimento por 11 metros de largura, o navio tem capacidade para levar 20 pesquisadores - além de cerca de 20 tripulantes - e pode deslocar 972 toneladas. O custo total da embarcação, incluindo a reforma, foi de US$ 11 milhões.

“O Alpha Crucis possui equipamentos modernos como um sistema de posicionamento dinâmico - que permite manter a posição em estações oceanográficas -, perfilador de subfundo, dois perfilhadores de corrente, ecointegrador, guinchos e guindastes apropriados para diversas tarefas e mais de 100 metros quadrados de laboratórios”, contou Mahiques.

De acordo com o pesquisador-chefe do navio, Luiz Vianna Nonnato, o navio é equipado com um sonar multifeixe. “É um equipamento fantástico, que permite produzir um mapa tridimensional do fundo do oceano. Conforme a navegação avança, o aparelho lê o relevo do fundo, em tempo real, em uma faixa ao redor do navio”, explicou.

A manutenção do navio terá uma atenção especial. “Um dos problemas do Professor Besnard é que ele não teve manutenção adequada. Um dos pressupostos da Fapesp para a aquisição do navio foi que nos comprometêssemos a cuidar do Alpha Crucis com todo o rigor. A manutenção de um navio é algo muito dispendioso. Temos a expectativa de que vamos trabalhar com ele por muitos anos”, disse.

Nonnato afirmou que o custo de operação do navio varia entre US$ 20 mil e US$ 30 mil por dia. O seguro e o combustível - cerca de 10 mil litros por dia em média quando em navegação - estão entre os itens mais dispendiosos. “Mesmo quando está docado, isto é, colocado em dique seco, os custos são altos”, disse.

Uma das vantagens do Alpha Crucis, segundo Nonnato, é que se trata de um navio de uso geral projetado especialmente para o uso em pesquisa oceanográfica.

“Podemos trabalhar com pesca, com petróleo ou com meio ambiente, por exemplo. Os laboratórios permitem que várias equipes trabalhem simultaneamente em diferentes projetos, otimizando o uso do navio. Outro ponto positivo é que o navio já foi amplamente testado na pesquisa oceanográfica. O projeto do Alpha Crucis é excepcionalmente bom. Além disso, o navio foi muito bem mantido e muito bem reformado”, afirmou.
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