Combustíveis

Álcool sobe pela quarta semana

Jornal do Brasil
21/02/2006 00:00
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Acordo com usineiros não segura preço.

Apesar do acordo entre governo e usineiros para conter o preço do álcool, o produto subiu pela quarta semana consecutiva nas bombas dos postos de combustível, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O litro do álcool sofreu reajuste de 1,03% entre os dias 13 e 18 de fevereiro em relação à semana anterior, passando de R$ 1,743 para R$ 1,761 na média nacional. Em fevereiro, a alta acumulada do álcool chega a 1,55%.

Em janeiro, o álcool subiu 9,87%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e representou a principal fonte de pressão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), responsável por 0,11 ponto percentual do índice de 0,59% de janeiro.

O governo tem tentado controlar, sem sucesso, o preço do combustível. Ao final de janeiro, anunciou acordo com os usineiros para limitar o valor cobrado na usina pelo litro do álcool anidro (produto misturado à gasolina) a até R$ 1,05.

Assim, sob efeito do aumento do álcool, a gasolina, que tem 25% de álcool na composição, também subiu nos postos do país. Segundo a pesquisa da ANP, o preço médio do litro do derivado de petróleo passou de R$ 2,501 na semana retrasada para R$ 2,506 na semana passada. Trata-se de alta de 0,20%.

A pesquisa da ANP também constatou elevação nos preços do gás natural. O GNV (gás natural veicular), que, assim como a gasolina, é um substituto do álcool para os donos de carros tricombustíveis, subiu de R$ 1,219 para R$ 1,237. O aumento foi de 1,48% em uma semana.

A União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) disse que o esforço dos produtores de manter o preço do álcool abaixo do teto chegou ao ``limite`` e que não há mais condições de evitar reajustes. A Unica informa que ``o acordo, realizado quando o álcool era comercializado a R$ 1,08 por litro na porta da fábrica, conseguiu o importante feito de garantir por 40 dias os preços de álcool ao produtor abaixo do teto``. A entressafra da cana-de-açúcar, a alta dos preços lá fora e o aumento da demanda por álcool no Brasil pressionam os preços.

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