Combustíveis

Álcool e gasolina ficam mais caros em três regiões do país

A partir desta quarta-feira (26/05), o álcool e a gasolina ficaram mais caros nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, segundo informou a Petrobras Distribuidora. O aumento é conseqüência do reajuste no preço do álcool produzido na região Sudeste. O álcool subirá, em média, 12% no Rio, Br

Agência Brasil
27/05/2004 00:00
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A partir desta quarta-feira (26/05), o álcool e a gasolina ficaram mais caros nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, segundo informou a Petrobras Distribuidora. O aumento é conseqüência do reajuste no preço do álcool produzido na região Sudeste. O álcool subirá, em média, 12% no Rio, Brasília e Belo Horizonte. Em São Paulo, segundo a BR Distribuidora, o aumento deve chegar a 17% por causa do sistema tributário. O reajuste médio da gasolina, que é composta de 25% de álcool, será de 1,5%.

Produtores justificam que chuvas provocaram aumento do preço do álcool

As chuvas ocorridas nos meses de abril e maio no Centro-Sul do país foram as causas do aumento do preço do álcool produzido na região Sudeste, segundo informou a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica). Em comunicado a Unica explicou que as chuvas estão dificultando a colheita da cana-de açúcar, o que provocou a interrupção da produção do álcool.
Por causa do aumento do preço do álcool, a BR Distribuidora anunciou que a partir desta quarta-feira (26/05) o álcool e a gasolina ficariam mais caros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A BR Distribuidora possui mais de 7.200 postos de serviços e é a única presente em todo o território nacional.
No comunicado, a Unica garante que a queda na produção não vai prejudicar o fornecimento de álcool no país. "Os estoques iniciais da safra são suficientes para um mês de consumo, e, mesmo com toda essa dificuldade, a produção de maio será suficiente para repor esses estoques e dar estabilidade e garantir o abastecimento do mercado. Trata-se de um mercado livre com os preços se comportando de acordo com a visão do mercado balizado pela oferta e demanda", diz a nota.
A Unica diz ainda que os preços praticados "não refletem um preço que efetivamente remunere a atividade". E lembra que no período da entressafra o valor cobrado pelo álcool ficou abaixo dos custos de produção.
A expectativa da Unica é que nas próximas semanas a colheita da cana seja normalizada.
A Unica reúne 95 usinas de cana-de açúcar que produziram 170 milhões de toneladas de cana na safra 2003/2004, em relação aos 207,8 milhões de toneladas do estado de São Paulo.

Sindicato do Distrito Federal se diz surpreso com aumento do preço do álcool

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sinpetro), José Carlos Ulhôa Fonseca, disse que o aumento do preço do álcool pegou de surpresa os donos de postos de combustíveis.
"Nós estamos numa situação inusitada. Em pleno final de maio, nós somos surpreendidos com o aumento do preço do combustível que é legitimamente tupiniquim. Para nós, lamentavelmente é mais uma notícia ruim para o consumidor”".
De acordo com o sindicato, as distribuidoras (BR, Shell, Texaco, Ipiranga) devem reajustar o litro do álcool, em média, de R$ 0,11 a R$ 0,20 e da gasolina, de R$ 0,03 a R$ 0,05. Fonseca explicou que os preços para as bombas vão depender de cada posto, na medida que receberem os novos estoques. "Normalmente o proprietário do posto ao receber um combustível com preço novo, repassa aquele diferencial. Não há interesse dele em fazer diferente", disse.
Ulhôa disse que não é possível saber quando os aumentos vão ser repassados para o consumidor. Revelou no entanto que algumas distribuidoras já subiram os preços do álcool e gasolina desde a última sexta-feira. "Tem distribuidora que na sexta-feira aumentou R$ 0,03 na gasolina e R$ 0,05 no álcool. Hoje, essa mesma distribuidora aumentou mais R$ 0,15 no álcool e mais R$ 0,03 na gasolina".
O Sinpetro possui 240 postos de combustível filiados na capital federal.

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