Combustíveis
A expectativa é de que a coloração do álcool anidro seja aditada até o final do ano, caso haja aprovação da diretoria da ANP. por enquanto o órgão discuto com agentes do setor.
O projeto de coloração do álcool anidro para evitar sua transformação fraudulenta em álcool hidratado está em estudos na superintendência de qualidade e produtos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas poderá ser adotado até o final deste ano, caso seja aprovado. Por enquanto a superintendentência do órgão se reúne com agentes do setor para discutir as várias implicações da coloração, que será de um tom alaranjado.
A superintendente da área na ANP, Maria Antonieta de Souza, informou que na próxima segunda-feira (15/08) haverá uma reunião entre a superintendência e a Petrobras para discutir questões logísticas e nesta semana a equipe técnica da ANP estará analisando as condições físico-químicas para a coloração do álcool. Na semana passada, o órgão regulador se reuniu com vários agentes do setor para discutir o tema. Estiveram presentes as empresas que compõe a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea), os postos de combustíveis associados ao Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) e a cadeia Ale, a Petrobras e os produtores de álcool do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e os paulistas, da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo.
A corante seria adicionado pelos produtores de etanol e apenas ao álcool anidro destinado ao mercado interno, uma vez que a coloração pode prejudicar a exportação, em função das especificações internacionais. A superintendente da ANP ressalta que a cor não afetará em absolutamente a composição do combustível, seu desempenho ou grau de qualidade e, ao contrário, será uma forma de garantir que não se trata do "álcool molhado", decorrente da adição fraudulenta de água ao álcool anidro, utilizado para mistura na gasolina.
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