Investimento

Agência de risco melhora classificação da Copel para investidores

Redação/Assessoria
31/07/2020 16:59
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A Fitch Ratings, um dos principais agentes independentes de avaliação de risco de crédito mundiais, elevou a nota de classificação de confiabilidade da Copel para investidores. O Rating Nacional de Longo Prazo reportado pela agência passa a ser AA (bra), em vez de AA(bra), índice concedido no ano passado. Houve ainda elevação da Perspectiva dos Ratings Corporativos de Estável para Positiva - o que indica possibilidade de eventual elevação no futuro.

A classificação se aplica à Copel, subsidiárias integrais (SIs) - Copel Distribuição, Geração e Transmissão e Telecomunicações - e suas respectivas emissões de debêntures, servindo de norte para que investidores saibam o nível de risco dos títulos de dívida que adquirem. É a maior nota de crédito nos últimos dez anos e reflete a solidez da Companhia em meio ao cenário econômico prejudicado pela pandemia da Covid-19 – momento em que parte importante das notas de crédito avaliadas pela Fitch tem sido classificada com perspectiva negativa.

“A melhora na percepção da nota em um momento de crise é o sinal de que a Copel está trilhando um caminho bem diferente e entregando menor percepção de risco”, avalia o presidente da Companhia, Daniel Slaviero. “É, ainda, reflexo direto da consistência do nosso trabalho e aumenta a responsabilidade para continuarmos perseguindo o patamar máximo da Fitch, que é uma das principais avaliadoras de risco do mundo e a principal da América Latina”, completou. O rating AA fica abaixo apenas do AAA, classificação mais alta fornecida pela agência.

A elevação da nota de crédito é mais uma confirmação do aumento da confiança do mercado - as ações da Copel já acumulam altas expressivas desde o início do ano passado – e cria um cenário favorável para uma redução adicional nos custos das dívidas da Companhia. “Isso traz a perspectiva de que iremos emitir dívidas com taxas de juros ainda menores. Diminuem-se os custos financeiros e, com isso, aumenta-se a posição de caixa, o que é bem interessante, especialmente nesse momento de crise. E traz um ganho intrínseco de imagem, com a empresa ganhando ainda mais credibilidade”, explica o diretor de Finanças e de Relações com Investidores, Adriano Rudek de Moura.

Motivadores

Segundo a Fitch, a elevação dos ratings reflete os crescentes ganhos da Copel e suas subsidiárias em eficiência e previsibilidade de resultados. No caso da Copel Distribuição, pesa na avaliação o EBITDA (lucro sem desconto de juros e impostos) de R$ 1,2 bilhão, 12% acima do estabelecido pela agência reguladora, a Aneel, assim como a expectativa de que novos investimentos programados deverão resultar em redução de custos e melhores indicadores de qualidade para a distribuidora – os quais já vêm apresentando evolução nos últimos anos. A agência estima que, após superados os efeitos da pandemia de coronavírus, a Copel Distribuição voltará a apresentar crescimento de mercado em 2021, em torno de 3,5%, após retração de 2,9% em 2020, destacando a mitigação dos impactos neste negócio com os recursos viabilizados pela Conta-Covid (crédito que compensará a diminuição no consumo e aumento da inadimplência com a pandemia), no valor de R$ 870 milhões.

A Copel Geração e Transmissão, principal geradora de caixa do grupo, segue sendo pilar para o baixo risco de crédito, com carteira diversificada e em expansão de usinas hidrelétricas e parques eólicos, bem como entrada em operação de novas linhas de transmissão até o ano que vem. A agência destaca ainda o bom gerenciamento do risco hidrológico pela geradora, que tem margem segura na geração estimada de energia, com base nas previsões de condições como volume de chuvas e paradas para manutenção e levando em consideração a energia descontratada entre este ano e o próximo, em função da pandemia.

A agência ainda considera a robusta geração de caixa da Copel, com fluxos de caixa positivos em todos os negócios, e a alavancagem financeira conservadora, que leva em consideração o cálculo dívida líquida ajustada/EBITDA, atualmente em índices confortáveis - e com vistas a melhorarem ainda mais com a perspectiva de desinvestimento na subsidiária de Telecomunicações.

“É um resultado composto pela eficiência em todos os nossos negócios e que leva em consideração nossa capacidade de investimentos para este e os próximos anos”, destaca o diretor de Finanças.

A análise

Agências de classificação, como a Fitch, apontam o risco de investimento de acordo com a capacidade de um emissor honrar suas obrigações financeiras. Investidores de todo o mundo utilizam essas notas como referência para a decisão de onde e como aportar seus recursos. Se as finanças são sólidas, a comunicação com o mercado é clara e o histórico de cumprimento de compromissos é bom, a nota dada pelas agências de rating é mais alta.

 

 

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