Empresas

Ações da HRT despencam após troca na presidência

Milton Romeu Franke assumiu a presidência da empresa.

Valor Online
13/05/2013 16:30
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As ações da petrolífera HRT Participações têm forte queda na BM&FBovespa nesta segunda-feira. Por volta das 14h20, os papéis caíam 16%, sendo negociados a R$ 3,85, na mímina do dia.
Na sexta-feira (10), Marcio Mello, fundador da petroleira brasileira, renunciou à presidência da companhia e hoje (13) a empresa anunciou a nomeação de Milton Romeu Franke para a posição.
Franke entrou para a HRT em 2009. Fez parte da diretoria da companhia e teve a função de liderar as áreas de engenharia, perfuração e produção.
A HRT também informou hoje que Wagner Peres, presidente da HRT America, comunicou a decisão de renunciar à função a partir de 10 de maio.
Analistas
A troca de comando pode indicar mudança de estratégia da companhia. Analistas consideraram a notícia como positiva, mas fazem um alerta: os papéis da empresa podem ser considerados como de risco, com alta volatilidade, devido às incertezas sobre o futuro da companhia.
O mercado aguarda agora resultados da campanha exploratória da HRT na Namíbia, África, onde busca petróleo. “Era uma mudança esperada, porque um grupo de acionistas começou a ficar preocupado com a gestão da empresa”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “A HRT tem perdido valor de mercado e ficou muito dependente de descobrir ou não óleo na Namíbia”, completou o analista.
Relatório elaborado pelo BofA reforça a ideia. Segundo o BofA, o futuro da companhia vai depender dos resultados da campanha exploratória na Namíbia. “Devido ao alto risco, mantemos uma visão cautelosa para a HRT”, disse o BofA.
Porém, o banco concorda que, do ponto de vista positivo, a troca na presidência poderia contribuir para uma mudança de estratégia da companhia. “No entanto, continuamos a ver importante risco para os acionistas”, frisou o BofA.
A reestruturação dos conselhos fiscal e administrativo da empresa já indicava que a HRT teria novo gestor, acrescentou Adriano Pires. Para ele, a mudança estratégica já foi indicada com a aquisição de participação de 60% no campo de Polvo, que pertencia à BP, na semana passada. A notícia de compra foi vista como positiva, já que a empresa passa a ter produção de petróleo.
Por sua vez, o analista do Banco Espírito Santo, Oswaldo Telles, também classificou a mudança na presidência como positiva em relatório. “O nome do Sr. Mello tornou-se associado a controvérsia depois de aparentemente ter proposto medidas impopulares, como um programa de recompra de ações, que foi rejeitado num momento em que a confiança do mercado na empresa já estava baixa”, disse o analista. De acordo com Telles, o BES vê como positivo também se a empresa utilizar a experiência e conhecimento de Márcio Mello “como consultor, sem a bagagem política associada”.
Um ponto destacado em relatório do Credit Suisse está relacionado à influência da troca de comando no noticiário futuro da companhia. Para o Credit, a saída de Mello da presidência pode trazer um fluxo de notícias sobre possíveis fusões e aquisições - que pode levar à alta de ações da empresa. Entretanto, em seu relatório, o Credit Suisse frisa que, apesar dessa perspectiva relativamente positiva, a volatilidade dos papéis deve continuar.

As ações da petrolífera HRT Participações têm forte queda na BM&FBovespa nesta segunda-feira. Por volta das 14h20, os papéis caíam 16%, sendo negociados a R$ 3,85, na mímina do dia.


Na sexta-feira (10), Marcio Mello, fundador da petroleira brasileira, renunciou à presidência da companhia e hoje (13) a empresa anunciou a nomeação de Milton Romeu Franke para a posição.


Franke entrou para a HRT em 2009. Fez parte da diretoria da companhia e teve a função de liderar as áreas de engenharia, perfuração e produção.


A HRT também informou hoje que Wagner Peres, presidente da HRT America, comunicou a decisão de renunciar à função a partir de 10 de maio.



Analistas


A troca de comando pode indicar mudança de estratégia da companhia. Analistas consideraram a notícia como positiva, mas fazem um alerta: os papéis da empresa podem ser considerados como de risco, com alta volatilidade, devido às incertezas sobre o futuro da companhia.


O mercado aguarda agora resultados da campanha exploratória da HRT na Namíbia, África, onde busca petróleo. “Era uma mudança esperada, porque um grupo de acionistas começou a ficar preocupado com a gestão da empresa”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “A HRT tem perdido valor de mercado e ficou muito dependente de descobrir ou não óleo na Namíbia”, completou o analista.


Relatório elaborado pelo BofA reforça a ideia. Segundo o BofA, o futuro da companhia vai depender dos resultados da campanha exploratória na Namíbia. “Devido ao alto risco, mantemos uma visão cautelosa para a HRT”, disse o BofA.


Porém, o banco concorda que, do ponto de vista positivo, a troca na presidência poderia contribuir para uma mudança de estratégia da companhia. “No entanto, continuamos a ver importante risco para os acionistas”, frisou o BofA.


A reestruturação dos conselhos fiscal e administrativo da empresa já indicava que a HRT teria novo gestor, acrescentou Adriano Pires. Para ele, a mudança estratégica já foi indicada com a aquisição de participação de 60% no campo de Polvo, que pertencia à BP, na semana passada. A notícia de compra foi vista como positiva, já que a empresa passa a ter produção de petróleo.


Por sua vez, o analista do Banco Espírito Santo, Oswaldo Telles, também classificou a mudança na presidência como positiva em relatório. “O nome do Sr. Mello tornou-se associado a controvérsia depois de aparentemente ter proposto medidas impopulares, como um programa de recompra de ações, que foi rejeitado num momento em que a confiança do mercado na empresa já estava baixa”, disse o analista.

De acordo com Telles, o BES vê como positivo também se a empresa utilizar a experiência e conhecimento de Márcio Mello “como consultor, sem a bagagem política associada”.


Um ponto destacado em relatório do Credit Suisse está relacionado à influência da troca de comando no noticiário futuro da companhia. Para o Credit, a saída de Mello da presidência pode trazer um fluxo de notícias sobre possíveis fusões e aquisições - que pode levar à alta de ações da empresa. Entretanto, em seu relatório, o Credit Suisse frisa que, apesar dessa perspectiva relativamente positiva, a volatilidade dos papéis deve continuar.

 

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