Bioeconomia

Acelen Renováveis e Instituto Agronômico de Campinas (IAC) firmam parceria com foco no melhoramento genético da macaúba

Assessoria
23/10/2024 07:50
Acelen Renováveis e Instituto Agronômico de Campinas (IAC) firmam parceria com foco no melhoramento genético da macaúba Imagem: Divulgação Acelen Renováveis Visualizações: 1735

A Acelen Renováveis, empresa de energia renovável da Mubadala Capital, uma companhia global de gestão de ativos com sede em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, aposta em um ecossistema de conhecimento, tecnologia e inovação para pesquisar o potencial energético da macaúba na produção de biocombustíveis. A parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tem como objetivo estudar e selecionar materiais para o melhoramento genético desta importante palmeira nativa, por meio de um projeto de cinco anos.

 

Para Victor Barra, diretor de Agronegócio da Acelen Renováveis, um dos pontos mais relevantes desta iniciativa é a maximização do potencial da macaúba como cultura energética. "Estamos falando de uma oleaginosa que pode ser de 7 a 10 vezes mais produtiva por hectare plantado em comparação com a soja. Além disso, vamos cultivar a macaúba em 180 mil hectares de pastagens degradadas nos estados da Bahia e norte de Minas Gerais, melhorando a qualidade do solo, promovendo o sequestro de carbono e aumentando a biodiversidade, o que, como consequência, resulta em ecossistemas mais saudáveis e produtivos", destaca o executivo.

 

Criada para participar ativamente da transição energética global, a Acelen Renováveis está investindo um valor inicial de US$ 3 bilhões em um projeto inédito para produzir 1 bilhão de litros de combustíveis renováveis, como SAF (Sustainable Aviation Fuel - Combustível de Aviação Sustentável) e Diesel Renovável (HVO), utilizando a macaúba como matéria-prima.

 

Carlos Colombo, pesquisador do IAC, reforça a importância do investimento aliado ao conhecimento científico sobre a palmeira nativa, posicionando o Instituto como um polo de pesquisa agropecuária no Brasil. "Os estudos do Programa Macaúba do IAC tiveram início em 2006, há 18 anos. A construção de uma cadeia de produção competitiva para uma espécie com baixo grau de domesticação, como a macaúba, exige muito investimento em pesquisa, pois os desafios são enormes", afirma.

 

Congresso de Macaúba

 

O I Congresso Internacional e II Congresso Brasileiro de Macaúba acontece nos dias 23 a 25 de outubro de 2024, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O evento reúne especialistas, pesquisadores, profissionais e líderes do setor público e privado para discutir o papel dessa notável palmeira na bioeconomia e no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

O Congresso é uma oportunidade ímpar para a troca de conhecimentos e discussões sobre as potencialidades da macaúba, promovendo-a como um recurso valioso da nossa biodiversidade.

 

Com uma abordagem integrada, o evento abordará estratégias para o cultivo sustentável da macaúba, sua integração com outras atividades agrícolas e seu papel essencial na revitalização de áreas degradadas. Além disso, será explorado o potencial da planta como alternativa sustentável para óleos vegetais tradicionais e fonte de biomassa para futuras biorrefinarias, contribuindo para a mitigação dos impactos das mudanças climáticas e a descarbonização de múltiplos setores econômicos no Brasil e em toda a região.

Mais infos em: https://eventos.galoa.com.br/macauba-2024/page/4346-home

 

Sobre a macaúba

 

A macaúba é uma planta nativa com maior ocorrência em áreas de Cerrado (savana brasileira), possuindo uma capacidade única de transformar pastagens degradadas e improdutivas em áreas verdes que capturam carbono, aumentam a biodiversidade e produzem frutos que serão 100% aproveitados com o uso de tecnologia e práticas modernas de manejo sustentável. O plantio da macaúba apresenta todas as condições para ser inovador e eficiente como cultura agrícola, sendo uma alternativa promissora e sustentável para enfrentar um dos maiores desafios da transição energética: a oferta de matéria-prima renovável em larga escala.

 

 

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