Internacional
Dow Jones Newswires, 05/12/2022
As companhias de navegação da Rússia compraram dezenas de navios de petróleo de segunda mão este ano, pagando preços recordes por navios da classe ?´ice?´, que podem navegar nos mares congelados ao redor dos portos bálticos do país durante o inverno.
Pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que há uma força motriz por trás das compras: colocar o petróleo russo no mercado quando as sanções mais duras afetarem o setor de energia russo na próxima semana.
O frenesi em um canto tranquilo do mercado de transporte marítimo está dividindo a indústria de navios-tanque em dois. Uma parte lida com companhias petrolíferas ocidentais, bancos e seguradoras. A outra, conhecida informalmente no setor como "frota paralela" comercializa com o Irã, a Venezuela e, cada vez mais, com a Rússia, o maior exportador mundial de petróleo bruto e combustíveis refinados.
Moscou enfrenta um sufocamento de suas exportações de petróleo a partir de segunda-feira, quando as sanções europeias e americanas começam a entrar em vigor. A menos que Moscou aceite o teto estabelecido pelos EUA e seus aliados, as sanções cortarão os produtores russos dos mercados ocidentais de transporte marítimo e seguros, dos quais são dependentes há muito tempo para exportar petróleo.
O tamanho e a agilidade da frota paralela ajudarão a determinar se o presidente Vladimir Putin conseguirá manter as receitas do petróleo da Rússia fluindo. O petróleo continua sendo a força vital econômica da Rússia e a chave para financiar a guerra na Ucrânia, agora que Moscou praticamente cortou as vendas de gás natural para a Europa.
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