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Sustentabilidade também deve fazer parte da cultura das startups e fintechs, por Yoshimiti Matsusaki

Redação TN Petróleo/Assessoria
30/11/2022 16:04
Sustentabilidade também deve fazer parte da cultura das startups e fintechs, por Yoshimiti Matsusaki Imagem: Divulgação Visualizações: 74

O nascimento de uma empresa envolve várias etapas, como estratégia, planejamento, captação de recursos e detalhes da operação. A preocupação com a pauta sustentável geralmente fica em segundo ou terceiro plano nesta equação. Se perguntarmos aos empresários e fundadores de startups e fintechs, quantos saberão mensurar a pegada de carbono que vem junto com a materialização do seu sonho? Apenas alguns anos após a consolidação da empresa é que se começa a pensar no assunto e a estruturar uma forma mais saudável de se relacionar com o meio ambiente.

Prova disso é que, em um estudo realizado no ano passado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), apenas 11,3% das empresas consultadas afirmaram possuir projetos focados em gestão de resíduos, poluição e reciclagem, por exemplo.

Desde muito cedo as startups podem e devem começar a se preocupar e investir em ações para reduzir seu impacto ambiental, de forma que isso se torne, já no início, uma cultura da empresa. Não é necessário começar com grandes propostas, mas é preciso entender minimamente o tamanho do impacto ambiental causado pelo empreendimento recém-aberto – e como resolver este prejuízo.

É comum que empresários não se aventurem nesta descoberta por desconhecimento ou mesmo por acreditarem que dará muito trabalho e que o investimento será alto. Neste caso, é importante estudar o assunto, pois qualquer gestor, atualmente, em qualquer área de atuação, precisa estar atento à agenda ambiental. Seja para garantir a perenidade de seus produtos e serviços, ou por entender que a pauta é de interesse mundial e, por tanto, representa o futuro dos negócios.

Esta realidade vale, inclusive, para setores que não são considerados os mais poluentes. A Finnet, por exemplo, uma fintech com quase 20 anos no mercado de tecnologia e finanças, não possui na natureza do seu trabalho qualquer grande ação de impacto ambiental, como extração de matérias primas. No entanto, a pauta ambiental faz parte da política da empresa desde os primeiros anos de operação, de modo que a fintech é membro do GHG Protocol desde 2008.

Por investir neste segmento e ser Carbono Zero há mais de 15 anos, a empresa conquistou também o selo de neutralização de carbono do Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza (IBDN). Com base na quantidade de colaboradores e informações sobre a rotina de trabalho, a entidade realiza o cálculo da emissão anual de carbono – mesmo dos colaboradores que estão trabalhando remotamente - e estipula quantas árvores devem ser plantadas para que este valor seja neutralizado. Após a apuração, todos os anos, o IBDN faz o plantio das árvores juntamente com membros da equipe da Finnet.

Como existe uma preocupação com a agenda sustentável praticamente desde o início das operações da Finnet, os colaboradores já puderam internalizar a importância da pauta ambiental para a cultura da empresa, que hoje está sob os cuidados do projeto SouEco, criado justamente para absorver as demandas de sustentabilidade e responsabilidade social. Desta forma, é possível perceber que qualquer movimento que seja feito no sentido de preservação ambiental só será bem recebido pelos colaboradores caso faça parte dos valores da companhia. O mercado de startups e fintechs tem a possibilidade de se desenvolver com responsabilidade e consciência ambiental, basta arregaçar as mangas e começar agora.

Sobre o autor: Yoshimiti Matsusaki é CEO e Co-founder da Finnet

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