Artigo

O que faremos quando o petróleo acabar? por Levy Seiya Maeda

Levy Seiya Maeda
26/06/2020 13:45
Visualizações: 1704

Desde a Revolução Industrial, a humanidade realiza a exploração de combustíveis fósseis, elegendo, caracterizando e nomeando o petróleo como o ‘ouro negro’ do mundo.

Tamanho poder e valor foram afigurados a essa substância no decorrer da história, pelas diferentes possibilidades intrínsecas à matéria prima, porém, pouco se questiona a respeito dos efeitos colaterais que a exploração e massificação da venda do petróleo causam no meio ambiente, na sociedade e no planeta como um todo.

Entendendo então que as consequências são socioambientais, na natureza listamos os malefícios desde o processo de extração, transporte, refino até o consumo. A partir da queima dos combustíveis derivados, liberamos uma enorme quantidade de poluentes na atmosfera e construímos assim, uma camada cada vez mais
Institucionaltóxica e nociva para nossa própria espécie. Nos desastres que recorrentemente assistimos, o petróleo se espalha pelo mar, contamina a água e massacra a vida marinha. Utilizando o plástico como último exemplo, conseguimos alcançar todos os lugares do planeta, até nas regiões mais remotas, encontrando o material em peixes e aves, devido ao aumento na produção de 320 milhões de toneladas por ano, no último século.

No âmbito social, vemos as diversas crises políticas e conflitos desencadeados pela disputa por influência e domínio dos países vendedores da substância, que em seu extremo, chegam ao limite máximo do desrespeito a vida e ao diálogo, desencadeando guerras.

Visualizando todo o cenário e o impacto negativo gerado para a humanidade, é difícil não questionarmos a razão de continuarmos com a exploração de uma matéria-prima que traz tantos prejuízos. É importante a sociedade se atentar que, atualmente, momento em que ainda existe a exploração latente de petróleo, tecnologias limpas já foram colocadas à disposição de todos e continuam sendo desenvolvidas. Podemos utilizar em casa e nas empresas a energia a partir das fontes solar e eólica, que são amigáveis ao meio ambiente. Sobre carros e máquinas movidas à gasolina, com o avanço de muitas indústrias, já existem inúmeros automóveis e equipamentos recarregáveis, sem contar o abastecimento com álcool, que vem da cana e outros biocombustíveis. No mundo das embalagens, vivemos a revolução dos sustentáveis e biodegradáveis substitutos do plástico.

Acredito que pode haver um futuro positivo ao final do último barril petrolífero, com uma energia renovável, meios de produção mais conscientes e empresas ainda mais sustentáveis, preocupadas com o meio ambiente e em como sua atividade interfere na vida das pessoas.

Como organizador de eventos, especialmente casamentos, no Villa Mandacarú, posso afirmar que o setor de festas possui um movimento à frente do seu tempo, procurando fornecedores de materiais gentis com o meio ambiente, diminuindo poluentes e cuidando dos resíduos. Contudo, essa área e especificadamente nós, cada vez mais tentamos nos distanciar de medidas não sustentáveis, nos preocupando com o futuro do planeta e das pessoas, porque as próximas gerações dependem totalmente das nossas atitudes de hoje.

Vale lembrar que sim, o petróleo colaborou com evoluções históricas para a humanidade e o ponto, é exatamente esse: evoluímos. Agora, lutamos para que nossas fontes de energia e matéria prima, evoluam também.

A grande questão não é mais o que faremos quando o petróleo acabar e sim, o que faremos para que ele acabe logo.

Sobre o autor: Levy Seiya Maeda é sócio fundador e diretor da Villa Mandacaru, empresa especializada na realização de casamentos sustentáveis. www.villamandacaru.com.br

 

 

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Pessoas
Novo diretor do COPPEAD assume com desafio de ir além da...
21/08/26
Gás Natural
Firjan comemora adesão do Rio ao Pacto Nacional para o D...
21/08/26
Biodiesel
ANP fará consulta e audiência públicas sobre monitoramen...
21/08/26
Navalshore
BioRen apresenta tecnologia pioneira no combate às bioin...
21/08/26
Pré-Sal
Com 180 mil bpd, FPSO Alexandre de Gusmão atinge topo de...
21/08/26
Parceria
Petrobras e Marinha do Brasil assinam protocolo de inten...
21/08/26
Navalshore
Panorama Naval do Rio de Janeiro 2026, da Firjan, aponta...
20/08/26
Eficiência Energética
Shell Eco-marathon Brasil celebra dez anos com avanços e...
20/08/26
Combustíveis
Preços dos Combustíveis mantêm trajetória de queda em ag...
20/08/26
Pessoas
Bruno Monte assume comando da CPFL Renováveis
20/08/26
Bahia
Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energi...
20/08/26
Margem Equatorial
Após descoberta de petróleo, Governo do Amapá avança na ...
20/08/26
Descarbonização
ABPIP e ANP debatem novas regras de descarbonização do m...
19/08/26
Navalshore
Sotreq leva a Navalshore 2026 soluções em peças, motores...
19/08/26
Diesel
Vibra lança o Supera Plus, o único diesel premium desenv...
19/08/26
Termelétrica
Eneva e GE Vernova iniciam operações na usina Azulão
19/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação...
19/08/26
Navalshore
ABEEMAR e ApexBrasil lançam na Navalshore projeto para a...
18/08/26
Firjan
Panorama Naval no Rio de Janeiro destaca novo ciclo de o...
18/08/26
Gás Natural
Decisão judicial de São Paulo sobre taxa de fiscalização...
18/08/26
Navalshore
Firjan SENAI apresenta o Rede de Oportunidades para Forn...
17/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.