Artigo Exclusivo

Indústria 4.0: o que podemos esperar? por Sylvio Mode

Sylvio Mode
22/08/2018 16:43
Indústria 4.0: o que podemos esperar? por Sylvio Mode Imagem: Sylvio Mode, presidente da Autodesk Visualizações: 1591

Institucional

Enquanto o Brasil caminha a passos lentos dentro da chamada quarta revolução industrial (ou indústria 4.0), do Japão já surge um novo conceito absolutamente revolucionário de Sociedade 5.0 – que passa pela compreensão de que tudo no futuro estará conectado. A sociedade terá que se adaptar a essa realidade para sobreviver. Estamos falando aqui em um futuro em que as entregas serão feitas por drones e os caminhões autônomos serão realidade, entre outros.

Mas, para voltarmos à nossa realidade, o que temos neste momento é uma indústria 4.0, que vem ganhando força nos últimos anos e, de certo modo, contribuindo para o avanço dos sistemas industriais de produção com a implementação de uma tecnologia mais inteligente e colaborativa.

Até chegarmos aqui, passamos por importantes transformações históricas que dependeram basicamente de inovações e tecnologia. A revolução industrial massificou a produção com a adoção de máquinas em substituição à produção manual. Então vieram a eletricidade e novas fontes de energia que impactaram principalmente em novas formas de produção. A terceira, a qual ainda vivemos, ganhou destaque com os avanços tecnológico, em especial, com a chegada da inteligência artificial.

Hoje vivemos uma era de velocidade, agilidade na informação e a inovação sem precedentes. Centrados nesta nova realidade, modelos de negócios da indústria 4.0 atribuem grande importância à criação de valor a partir de big data e colocam os clientes em foco, com a utilização de todas as ferramentas e recursos para potencializar os resultados, vencer a concorrência, ganhar mercado e otimizar resultados.

Recentemente a Fiesp divulgou uma pesquisa que mostrou o grau de conhecimento das empresas industriais sobre o tema Indústria 4.0. Entre as 222 corporações entrevistadas, 154 (68%) já ouviram falar no termo e 90% acreditam que estas práticas podem aumentar a produtividade industrial. Além disso, 90% afirmam que a novidade é uma oportunidade, e não um risco. Ótimo resultado. Mas, como de fato "ouvir falar" ou "acreditar" está muito aquém de "realizar". Afinal o que falta para colocar em prática?

A adoção de tecnologias na Indústria 4.0 pode trazer benefícios nas mais variadas áreas dentro de uma indústria, passando pela produção, controle de processos, rastreabilidade, controle de qualidade, planejamento, até o desenvolvimento de novos produtos. A modelagem 3D e a virtualização são duas ferramentas bastante usada para simulações de produtos, melhorando protótipos, por exemplo, de forma muito mais ágil e barata.

Os principais pilares estão baseados em tecnologias como big data, internet das coisas e segurança. Enquanto a análise de dados permite que um volume muito grande de dados seja lido e examinado, a internet das coisas facilita e amplia as interações entre os humanos e dispositivos tecnológicos dentro das empresas. Em paralelo, a segurança garante que não haja falhas de transmissões na comunicação entre máquinas, sistema, dispositivos e pessoas.

A indústria 4.0 é um importante caminho para ganhar competitividade. O primeiro passo é analisar o nível de maturidade da empresa em relação a transformação digital. Como ponto de partida para qualquer projeto, é preciso mapear o que já existe e onde se quer chegar. Ter metas claras, que priorizem resultados, sem esquecer o alinhamento com a cultura organizacional e estratégia geral da companhia.

Para quem acha que a indústria 4.0 vai acabar com empregos, especialistas acreditam que isso não irá acontecer: cada vez mais as indústrias precisarão de profissionais qualificados e capacitados, e com líderes que impulsionem o crescimento do time.

Sobre o autor: Sylvio Mode, presidente da Autodesk no Brasil

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Eficiência Energética
Shell Eco-marathon Brasil celebra dez anos com avanços e...
20/08/26
Combustíveis
Preços dos Combustíveis mantêm trajetória de queda em ag...
20/08/26
Pessoas
Bruno Monte assume comando da CPFL Renováveis
20/08/26
Bahia
Petrobras, PetroReconcavo, Brava Energia e Origem Energi...
20/08/26
Margem Equatorial
Após descoberta de petróleo, Governo do Amapá avança na ...
20/08/26
Descarbonização
ABPIP e ANP debatem novas regras de descarbonização do m...
19/08/26
Navalshore
Sotreq leva a Navalshore 2026 soluções em peças, motores...
19/08/26
Diesel
Vibra lança o Supera Plus, o único diesel premium desenv...
19/08/26
Termelétrica
Eneva e GE Vernova iniciam operações na usina Azulão
19/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana encerra 32ª edição com movimentação...
19/08/26
Navalshore
ABEEMAR e ApexBrasil lançam na Navalshore projeto para a...
18/08/26
Firjan
Panorama Naval no Rio de Janeiro destaca novo ciclo de o...
18/08/26
Gás Natural
Decisão judicial de São Paulo sobre taxa de fiscalização...
18/08/26
Navalshore
Firjan SENAI apresenta o Rede de Oportunidades para Forn...
17/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana bate recorde de países visitantes e...
17/08/26
Etanol
Aprovação do PLP 114 representa avanço para o setor de e...
17/08/26
Combustíveis
Etanol encerra a semana em alta, com forte recuperação d...
17/08/26
Margem Equatorial
Poço Morpho: Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas...
15/08/26
Fenasucro
Necta destaca biometano como alternativa ao diesel duran...
14/08/26
Fenasucro
Binatural defende ampliação do uso de biodiesel em setor...
14/08/26
Petrobras
Ao completar 20 anos, ativo de Tupi alcança produção acu...
14/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.